Braid – da Independência à Imortalidade

Braid

No final de 2009 eu me presenteei com o Playstation 3. Como os jogos em Blu-Ray são relativamente caros, eu meio que comecei a me virar com o que a PSN tinha para oferecer. O primeiro jogo que comprei foi o Marvel vs Capcom 2, mesmo não sendo um grande fã (ou bom jogador), mais para ter algo pra jogar. Aquilo era um port bem fiel ao que eu já tinha jogado antes no Dreamcast, então comecei a procurar por algo que trouxesse um ar novo. Mais que isso, experiências de jogabilidade completamente novas. Depois de pesquisar bastante, acabei comprando dois jogos extremamente aclamados pela crítica por serem inovadores: Flower (que talvez eu poste algo num futuro próximo) e Braid.

Braid é um jogo independente criado por Johnahan Blow (que inclusive esteve no Brasil ano passado), lançado inicialmente para XBOX 360 (agosto de 2008), depois para PC (abril de 2009) e por último para o PS3 (novembro de 2009). Foi premiado melhor jogo independente na Independent Games Festival em 2006, bem antes de ter sido lançado, e após seu lançamento ganhou diversos prêmios de melhor jogo baixável e melhor jogo independente de revistas e sites gabaritados, como GameSpot e IGN.

As imagens que eu via de Braid antes de comprá-lo não me chamavam tanto a atenção: me parecia um jogo de plataforma, bonitinho, mas ainda assim, mais um jogo de plataforma. E, salvo algumas poucas exceções, eu achava que o gênero tinha sido saturado na era 16 bits, com tantos Sonics e Marios genéricos.

Eu estava enganado. Redonda, mas felizmente enganado.

Ambientação

Em Braid você joga com o protagonista Tim, um homem que precisa salvar a sua princesa que foi raptada por um terrível monstro e para isso deve colher peças de quebra cabeça em 5 mundos, acessados através de quadros nos cômodos de uma casa. Cada mundo tem uma temática diferente, um clima diferente e para fazer uma alusão a um outro famoso jogo de plataforma, ao final de cada fase Tim encontra um castelo, onde um simpático dinossauro (que lembra o Barney) informa que a princesa está em outro castelo.

Braid

Eu já ví isso antes em algum lugar...

A trama dá margem a inúmeras interpretações, mas é o tipo de coisa complicada para se falar sem dar spoilers gravíssimos, que estragariam o final do jogo. Recomendo que você jogue e tire suas conclusões e, se quiser a minha opinião, converse comigo por e-mail ou GTalk, ou até mesmo em algum boteco por aí. Claro que você pode caçar explicações na web, elas existem aos montes, acredite.

Gameplay

Braid é um jogo de plataforma bem comum para quem acaba de pegar ele em mãos. Você pula na cabeça de inimigos para matar e para todos os efeitos não tem golpes além do próprio pulo.

Isso só numa primeira impressão – as 5 fases iniciais de Braid (que são referenciadas como os capítulos de 2 a 6) têm características bem próprias e em cada uma delas Tim possui um poder diferente, alterando a forma como os desafios devem ser superados.

Por exemplo, no capítulo 3 (Time and Mystery – Tempo e Mistério), Tim tem a habilidade de voltar no tempo, no melhor estilo Prince of Persia – Sands of Time. Porém ao inves de usar isso apenas para desfazer aquele último pulo que te fez cair num espinho, essa habilidade deve ser utilizada prestando atenção em elementos do cenário que podem (ou não) ser afetados por ela. Confuso? Digamos assim: há plataformas móveis que não voltam no tempo junto com Tim, e você deve usar isso a seu favor para fazer com que ele alcance as peças de quebra-cabeças da fase.

Outro exemplo: no capítulo 4 (Time and Place – Tempo e Lugar), o fluxo do tempo está diretamente relacionado com o movimento do personagem: se Tim anda pra frente, o tempo avança. Se anda pra trás, o tempo regride. E se fica parado, os elementos da tela se mantém parados. Isso chega a dar nós no cérebro em algumas situações.

Enfim, se eu ficar explicando o que ocorre em cada capítulo, esse review pode ficar um pouco massante. Acredite no seguinte: cada capítulo tem uma experiência de gameplay única, cada uma desafiadora a sua maneira. Você não é obrigado a superar todos os desafios na primeira vez que joga – apesar de que para terminar o jogo são necessárias todas as peças, você pode deixar de pegar uma para voltar nela depois, se achar que um determinado puzzle está difícil demais (acredite, isso vai acontecer). O trailer de Braid passa uma boa idéia de tudo isso.

Apresentação

Mais que uma pintura, Braid é uma obra de arte. Podemos começar pela primeira cena do jogo (a exibida no início desse post). Parece uma imagem simples, mas na verdade nessa parte você já está jogando.

Aliás, ainda bem que surgiram os jogos baixáveis nessa geração, salvando o 2D. Da era do Playstation 1 pra cá, muito pouco ou quase nada se fez em matéria de 2d ou plataforma. O mais perto que chegavam de gráficos “desenhados” eram os Cell Shadings, presentes em jogos como Okami e os Dragon Ball.

Voltando ao Braid, cada fase tem uma temática diferente, passando de um clima mais colorido e ensolarado da primeira fase a cenários cada vez mais cinzentos e destruídos nas fases seguintes.

A trilha sonora de Braid é maravilhosa, ainda que não tenha sido feita exclusivamente para ele (as músicas são licenciadas de artistas do selo independente Magnatune). Ainda assim, é incrível como elas se adequam tão perfeitamente ao clima do jogo. As músicas são bem tranquilas, com bastante instrumentos de cordas, e longas, o que faz com que não se repitam muito enquanto o jogador passa muito tempo tentando resolver um determinado puzzle. Interessante frisar também que as músicas soam bem até quando tocadas de trás pra frente, algo que ocorre muito em Braid.

Considerações Finais

Braid é recomendável para aquele jogador que está meio cansado de mesmice e quer algo diferente, inovador e bem caprichado. Possivelmente aquele seu amigo que só joga Call of Duty vai olhar esse jogo e falar que é uma porcaria.

É um daqueles jogos que todo gamer de respeito deve jogar antes de morrer. O jogo é curto, mas desafiador. Possui uma apresentação impecável, um texto cheio de nuances que podem passar despercebidas pelo jogador mais desatento, uma trilha sonora que acalma até os mais estressados dos nervos e  um final que pode surpreender muita gente.

Como se isso não bastasse, vez por outra a PSN, a Live ou a Steam fazem promoções malucas, reduzindo o preço desse jogo (no natal, por exemplo, houve o Humble Indie Bundle 2, onde Braid mais outros 4 jogos foram vendidos por… quanto você quisesse pagar! E o dinheiro ainda ia para a caridade!)

Braid foi jogado até o fim no Playstation 3, mas também está disponível para XBOX, PC e Mac.


Fallout New Vegas – Mais do mesmo?

Confesso que Fallout: New Vegas foi o 2º jogo mais hypado pra mim em 2010 (atrás somente de Final Fantasy XIII, por razões históricas). Contava os meses para que ele saísse. Ficava chateado quando saía uma nota de adiamento. Imaginava o que viria na Collector’s Edition.

Enfim, notícias foram aparecendo. As primeiras fotos mostravam que os gráficos estavam apenas sensivelmente melhores que os de Fallout 3 – um jogo de 2008 que não tinha gráficos absurdamente incríveis mesmo pra sua época, (se comparado com games como Mass Effect e Assassins Creed que são de 2007). A engine Gamebryo também seria mantida, o que na minha opinião era algo parcialmente ruim. Joguei o Fallout 3 em 2009 no XBOX 360, já com os patches de correção aplicados. Assim, não me lembro de bugs além de uma ou outra travadinha, normal para um game que joguei por mais de 100 horas (sim, Fallout 3 foi um game que me consumiu a vida). Mas não é incomum encontrar relatos revoltados na Internet falando do quão frustrante eram alguns bugs, que chegavam a impedir que certas missões fossem cumpridas.

Eu comecei a ficar com medo, mas meu  hype ainda estava lá no alto.

Enfim, em outubro de 2010 a Bethesda lançou o jogo desenvolvido pela Obsidian. Dei uma sorte tremenda de um amigo estar nos Estados Unidos para me trazer a edição de colecionador, inclusive com uma etiquetinha de “Proibida a venda antes de 19 de outubro de 2010”. E mais: ele comprou na Gamestop, o que me rendeu itens exclusivos in-game (a saber, uma roupa, uma arma e um cantil ).

Acho que vale a pena registrar minha leve frustração com a edição de colecionador. Enquanto Fallout 3 vinha em uma lancheira metálica contendo um bobblehead do simpático Vault-Boy e um livro com a arte conceitual (além de um Blu Ray com o Making Of, também presente neste jogo), New Vegas acompanha um baralho com imagens dos personagens, 7 fichas de poker imitando as fichas usadas nos cassinos do jogo, uma ficha de platina do casino Lucky 68 (um dos mais importantes itens do jogo) e uma história em quadrinhos (mal desenhada, na minha opinião) em capa dura contando o prólogo do game. Não, não estou vendendo meu box, se é isso que você está pensando!

Game em mãos, vamos jogar!

Ambientação

Nisso não dá pra errar: Fallout sempre teve uma das melhores ambientações do mundo dos games. O mundo de Fallout trata de um futuro alternativo onde a energia nuclear avançou mais que a eletrônica, gerando um clima bem steampunk embora futurista, encontra-se televisões de tubo, computadores com monitor de fósforo verde, carros voadores que mantém o design dos antigos “rabos-de-peixe”. Neste mundo, uma grande guerra nuclear ocorreu no ano de 2077 entre Estados Unidos e China, destruindo completamente o planeta.

Fallout: New Vegas se passa em 2281 ( quatro anos após os eventos ocorridos em Fallout 3, ainda que o jogo não seja uma sequencia deste) na região do deserto Mojave, nas imediações do que hoje é Las Vegas. Seu personagem é um courrier que foi incumbido de transportar uma mercadoria muito valiosa para um dos “poderosos” do universo de Fallout: New Vegas, mas que não completa sua missão por ser sabotado por Benny (que é dublado por ninguém menos que Matthew Perry, o Chandler de Friends). O courrier é deixado para morrer no deserto, mas é salvo por um robô chamado Victor. A partir daí, a missão do jogador é investigar o que ocorreu, localizando o seu algoz e entendendo por quê a encomenda era tão importante.

No caminho, o jogador irá encontrar diversas facções, como a NCR (New California Republic, recorrente do Fallout 2) – um grupo militar que, embora esteja desorganizado, busca colocar ordem em Mojave (à sua maneira); a Legião de Caesar – um grupo de escravizadores impiedosos liderados pelo fanático Caesar; gangues tribais como os Great Khans e os Fiends; a Brotherhood of Steel ,um grupo de paladinos em busca do que sobrou da tecnologia do passado; dentre várias outras facções. E está na mão do jogador saber como ele vai agir – ajudando a NCR, ajudando o Caesar ou simplesmente fazendo as coisas por si só.

Outra coisa que vale a pena destacar no universo de Fallout é o humor negro/ácido da série. Situações inusitadas como ghouls (seres humanos que ficaram expostos demais à radiação, e agora parecem zumbis) querendo ir para o espaço ou uma garotinha que virou uma Super-Mutant e está atrás de seu robozinho de estimação, muitas vezes aliviam o clima de desgraça que acomete todo o povo que vive nesse futuro pós-apocalíptico tendo que revirar comida no lixo e tirar sua subsistência do meio dos escombros.

Gameplay

Fallout New Vegas joga bem parecido com o seu antecessor, Fallout 3. O jogo é um RPG de mundo aberto, com elementos de shooter FPS . O jogador pode optar por tratar o jogo como um jogo de tiro ou utilizar o V.A.T.S. (Vault-Tec Assisted Targeting System), onde é possível mirar em pontos específicos dos inimigos enquanto o combate é pausado.

Os menus e status do jogador são acionados através do seu Pip-boy 3000, um dispositivo acoplado ao braço que indica os níveis de radiação, a energia do jogador, seus ítens e seus objetivos, além de contar com mapas, rádio e uma útil lanterna.

O jogador tem um número imenso de lugares no mapa para visitar, cada um com características próprias – inimigos, visual, etc.

Como em outros jogos da série, conforme o personagem vai avançando de nível, vai ganhando pontos para gastar em habilidades como ciência, medicina, proficiência em armas, bater carteiras, dentre outras. Além disso, existem as perks, que dão habilidades diferentes, como visão noturna ou maior afinidade com o sexo oposto (garantindo mais opções para resolver certos problemas no jogo). Falando nisso, a possibilidade de resolver um mesmo problema de diversas maneiras em Fallout: New Vegas é algo incrível. Certas situações podem ser resolvidas com três ou quatro estratégias diferentes, desde simplesmente ignorar, passando por uma atitude mais diplomática, até mesmo resolver tudo na bala.

Em Fallout: New Vegas você pode contar com a ajuda de alguns companheiros, cada um com personalidade própria e um background diferente. Em relação ao Fallout 3, o sistema de companheiros está bem mais rico, sendo possível definir a estratégia de como eles vão se portar em combate de uma forma bem fácil e intuitiva.

Tudo isso faria de Fallout: New Vegas um jogo excelente, não fosse um pequeno problema: o jogo foi lançado às pressas repleto de bugs. Estou jogando a versão de PS3 e é praticamente impossível jogá-lo por mais de uma hora sem que o videogame trave. Ouvi falar que a versão de XBOX 360 é um pouco mais estável, mas essa informação também é um pouco controversa. Além dos travamentos “comuns”, há situações que travam a resolução de quests, como itens que ficam presos abaixo do solo e NPCs que não reagem da forma como deveriam (às vezes os NPCs ficam falando uma mesma frase indefinidamente, quando você sabe que ele deveria estar falando alguma outra coisa).

Apresentação

Como eu mencionei anteriormente, Fallout: New Vegas pouco evolui em relação ao 3. Na verdade, é nítida a impressão de que boa parte dos modelos do Fallout 3 foram reaproveitados, reforçando ainda mais a pergunta “como diabos eles conseguiram lançar um jogo com tantos bugs onde tão pouco de novo foi feito”.

Os gráficos de New Vegas, apesar de competentes na maior parte do tempo, sofrem com os bugs do jogo. Não é incomum algumas texturas não carregarem perfeitamente quando você chega perto delas (mantendo aquele aspecto de borrão que não foi carregado direito). Outro problema que ocorre é quando você está em situações em que há um número muito grande de personagem na tela – os frames por segundo caem drasticamente, tornando a experiência de jogo horrível nesses momentos.

A trilha sonora é muito bem feita, reunindo músicas clássicas dos anos 1940, mesclando bem com o visual retrô de boa parte das localizações. Minha única crítica à trilha sonora é que o jogo possui poucas músicas (não creio que chegue a 30 músicas “de rádio”), o que fica bem evidente em um jogo de mais de 40 horas. Também estão presentes músicas instrumentais “ambiente” dão o clima para os momentos mais tensos do jogo, com uma pegada que mistura os filmes Western com terror/suspense.

Considerações Finais

Fallout: New Vegas não é um game nota 10 – o reaproveitamento dos gráficos de Fallout 3 e a evolução muito sutil em dois anos tira a nota máxima dele. Também não é um game nota 8 – os bugs frustrantes, a continua necessidade de se reiniciar o videogame em certos momentos também tiram isso dele.

Por outro lado, não posso dar uma nota menor que 6 para esse jogo, já que ele consegue ser um jogo que consegue prender por mais de 60 horas – o trabalho de dublagem, o enredo, a trama, as possibilidades diferentes de se resolver determinados problemas,a ambientação, tudo isso conta pontos para Fallout: New Vegas. O mundo de New Vegas é bem rico e tenho certeza que deixei de falar de uns 10 ou 20 momentos sensacionais desse jogo por aqui.

Sendo assim, seria justo dar uma nota 7 para Fallout: New Vegas. É possível se divertir muito jogando, se você não se irritar ao ponto de tacar o controle do videogame na tela da sua TV.

Fallout: New Vegas foi jogado até praticamente o final (estou fazendo as últimas missões para um dos finais)  no Playstation 3. O jogo também está disponível para PC e XBOX 360, sendo que para o 360 há a expansão Dead Money, uma missão completamente nova com Achievements exclusivos.


Streets of Rage – Briga de Rua

Algumas semanas atrás recebi o meu Sonic’s Ultimate Genesis Collection, uma coletânea com alguns dos principais clássicos do Genesis (ou Mega Drive, se você não estiver nos EUA) elaborados pela própria Sega. Dentre os clássicos, é possível destacar a coleção do Sonic (1,2,3, Spinball, 3d Blast e Knuckes), a coleção do Phantasy Star (do 1 ao 4) e a coletânea dos Streets of Rage (1,2 e 3).

Confesso que quando botei a mão no DVD saudosista, antes mesmo de ver quais os jogos estavam presentes ou quais eram os extras, a primeira reação foi procurar o Streets of Rage 1. E é incrível como esse jogo, mesmo 20 anos depois, continua tão gostoso de jogar.

Ambientação

Sreets of Rage é um jogo antigo, de uma época onde não precisávamos de muito motivo pra querer sair socando todo mundo. Em todo caso, a história do game conta a trajetória de três ex-policiais que abandonam a corporação e saem pra acabar com o crime nas ruas “na porrada”, desafiando a gangue do malvado Mr. X (clichê o suficiente?).

Gameplay


Streets of Rage ou Bare Knuckle, seu nome no japão, é um clássico Beat ‘em Up lançado em 1991 nos moldes de Final Fight, Double Dragon e tantos outros. Aliás, eu tenho pra mim que ele é uma cópia bem descarada do Final Fight, lançado em 1989, com alguns elementos de jogo (número de personagens, mecânica do jogo, armas que aparecem no chão, itens de cura) e design de personagens bem parecidos.

Porém, alguns elementos colocam, na minha opinião, o jogo da Sega à frente, principalmente no quesito “momento WTF!?!”. É praticamente impossível para um jogador iniciante no Streets of Rage não ter começado a sua experiência apertando o botão A do controle como seu primeiro “movimento”. Em praticamente qualquer jogo, o botão A daria um golpe normal… um pulo… talvez até um golpe especial, daqueles que sugam parte da energia do personagem. Mas não em Streets of Rage! Nesse jogo, o botão A aciona um “Striker” da maneira mais bizarra possível: um carro de polícia vem do nada e dispara um (ou vários, se você for o player 2) tiro de bazuca que atinge todos os inimigos da tela, sem direito a defesa.

Apesar de apelão, o movimento só pode ser acionado uma vez por “vida”, a menos que você encontre o raríssimo Power Up que permite um novo tiro.

Apresentação

Impecável. Streets of Rage possui gráficos num nível de detalhamento correto para a plataforma que foi desenvolvido, nem mais, nem menos. Os cenários representam bem as ruas de uma cidade grande, com direito a neon, calçadas e paredes quebradas, luzes coloridas ao fundo e até praias sujas.

Os modelos dos personagens, se não são muito originais, ao menos são feitos com bastante cuidado.  Seguem aquele padrão clássico dos beat ‘em ups clássicos: meia dúzia de modelos, coloridos de forma diferente indicando maior ou menor força/dificuldade.

E o som… Digamos que na minha coleção de MP3 nunca pode faltar ao menos uma das músicas presentes no jogo, geralmente a versão original de Fighting in the Streets, da primeira fase do jogo. Recentemente tenho escutado bastante um medley de Go Straight (Streets of Rage 2) e Moon Beach (Streets of Rage 1) remixado pelo Eric Fraga (faça um favor a si mesmo e conheça o trabalho do cara aqui).

A trilha sonora foi criada por Yuzo Koshiro (que recentemente andou trabalhando em alguns RPGs para Nintendo DS como Etrian Odyssey 3, e 7th Dragon) remete àquele dance frenético do começo dos anos 90, flertando também com o jazz e o lounge em alguns momentos. São músicas que, depois de você ouvir por alguns minutos, já estará inevitavelmente as cantarolando. Papo sério.

A única falha, na minha opinião, são as vozes. E isso nem é tanto culpa dos desenvolvedores de Streets of Rage, e sim da plataforma, já que a parte de som digitalizado no Mega Drive sempre foi bem fraquinha. Mas depois de algum tempo jogando você se acostuma e nem nota mais os gritos de gato-robô das mulheres do jogo.

Considerações Finais

Streets of Rage é um daqueles poucos jogos que passam pela regra dos 15 anos. Beat ‘em up puro e simples, se esquemas de avanço de nível, sem combos complicados, mas ainda assim um excelente jogo. Os gráficos são bem competentes, tanto que conseguem não ficar grotescos até hoje, e as músicas são todas espetaculares e viciantes.

Se houver a possibilidade de jogar com um amigo, jogue. O jogo possui um final (ruim) alternativo só disponível para o modo de dois jogadores, se antes da batalha final um dos jogadores decidir aliar-se ao Sr. X. As novas versões (PS3 e XBOX 360) presentes na coletânea da Sega permitem a jogatina online, mas recomendo que seja jogado na sala de casa, de preferência tomando aquele refri e comendo o seu salgadinho da Elma Chips predileto.

Enfim, jogo recomendadíssimo sempre e garanto que daqui uns 10 anos ainda vou estar falando dele.

Edit (15,mar 2011): O jogo também está disponível desde janeiro de 2011 para PC. Uma das formas de comprá-lo é pelo Steam, ou individualmente ou no pacote Sega Mega Drive Classics 4, junto com alguns outros clássicos como Streets of Rage 2 e Shining Force. Para quem acha errado usar emuladores está aí uma excelente oportunidade de reviver esse clássico.

Streets of Rage é nativo do Mega Drive, mas pode ser encontrado em diversas outras plataformas, desde “demakes” para Game Gear e Master System – não recomendados – até ports mais fiéis para Sega CD, XBOX 360, PS3 e PC Windows e iOS (iPhone, iPod e iPad)


Red Dead Redemption – o “Grand Theft Horse” da Rockstar

Red Dead Redemption

Em 2010 a Rockstar acertou em cheio, nos presenteando com um dos melhores sandboxes  já feitos até agora. Red Dead Redemption (RDR) foi produzido pelo estúdio Rockstar San Diego, braço da Rockstar responsável pela engine RAGE (Rockstar Advanced Game Engine a mesma de GTA IV) e é o sucessor indireto de Red Dead Revolver (PS2), ainda que pouco tenha sido herdado do seu irmão mais velho.

A trama

Red Dead Redemption conta a história de John Marston, um ex-fora-da-lei que tem sua esposa e filho sequestrados pelo governo americano em troca da captura de seu antigo chefe, Dutch van der Linde, vivo ou morto. Para isso, Marston deve buscar informações no sul do Texas e no norte do México com ex companheiros de bando e os mais estranhos tipos que só as cabeças da Rockstar poderiam pensar.

Ambientação

A temática Western sempre foi curiosamente pouco explorada nos games. Particularmente, tirando o Wanted (jogo de pistola do Master System) e o glorioso Sunset Riders, não consigo lembrar de muitos outros. O mundo de RDR só evidencia ainda mais a pouca utilização desta temática, justamente por utilizar tão bem esse cenário.

Os clichês estão todos lá – duelos ao meio dia, bolas de feno rolando pelo deserto, aquele whiskey “cowboy” no balcão do saloon, as fiéis montarias, o laço, bandana na cara pra não ser reconhecido e até mesmo amarrar donzelas indefesas no trilho do trem. Junte a isso um protagonista bad-ass e uns inimigos chicanos e você tem o cenário perfeito para um excelente jogo.

Por último mas não menos importante, outro destaque do game vai para a fauna. O mundo de Red Dead Redemption é povoado por inúmeros tipos de animais, que podem ser caçados e ter suas carcaças vendidas rendendo um pouco mais de grana ao nosso protagonista. Desde tatus, coelhos e corvos até coiotes, lobos e ursos, sempre inseridos em um habitat adequado e comportando-se cada um a sua maneira, aumentando ainda mais o realismo do jogo.

Apresentação

Os gráficos de RDR são excelentes, sobretudo quando comparados a outros sandboxes. É claro que hoje em dia existem outros jogos com gráficos melhores (Uncharted, por exemplo), mas não consigo pensar em nenhum que tenha a grandeza do mundo de RDR e ainda assim consiga rodar suavemente, praticamente sem telas de loading (as telas de loading no Red Dead Redemption praticamente só são carregadas ao se iniciar o jogo e no começo de cada missão).

Não sinta-se mal se por acaso se pegar prestando atenção em um pôr do sol ou nas formações rochosas dos desertos do México. Red Dead Redemption traz uma preocupação em detalhar os cenários poucas vezes antes vista em um game, e a impressão que se dá é a de que os cenários do jogo foram feitos centímetro a centímetro, com um cuidado de um verdadeiro artesão.

E a trilha sonora é um show a parte. Ela está sempre alí, mas está tão mesclada ao cenário que às vezes você esquece. A temática, como não poderia deixar de ser, é bem aquela dos antigos filmes de bang-bang, variando do som mais “ambiente” nos momentos mais calmos (por exemplo durante as cavalgadas no deserto) até um som mais vibrante, durante os tiroteios nos esconderijos dos malfeitores. Destaque em particular para a música Far Away, tocada durante a chegada de Marston ao México.

Gameplay

Red Dead Redemption pode parecer um clone faroeste de GTA IV em seus primeiros momentos. Pode até parecer menos livre, se levarmos em consideração que logo de cara não dá pra sair matando meio mundo na rua. Mas conforme se vai jogando, nota-se peculiaridades que, quando somadas, tornam a experiência de jogo única.

O sistema de “cover” (esconder-se atrás de paredes, caixotes, etc), presente em quase todos os jogos de ação/tiro dessa geração, é elemento obrigatório durante os tiroteios do jogo. Além disso, o game traz o sistema de red-eye-targeting (presente no seu antecessor Red Dead Revolver e no FPS western Call of Juarez) onde o jogador consegue deixar o mundo em câmera lenta por alguns segundos para mirar em diversos inimigos de uma vez e em seguida fulminá-los em questão de segundos.

O mapa de Red Dead Redemption é relativamente grande. Desta forma, para chegar em destinos mais ermos, o jogador pode contar com um cavalo (que pode ser mágica e convenientemente chamado praticamente de qualquer lugar com um simples toque no botão de assobiar) ou pode contar com cocheiros em determinadas cidades, agilizando bastante a viagem. Particularmente recomendo as viagens a cavalo, principalmente no começo do jogo: durante essas viagens você sempre pode encontrar uma donzela em apuros ou uma gangue de ladrões, situações que depois de algum tempo tornam-se repetitivas, mas ainda assim são divertidas de jogar.

Fora todo o gameplay convencional, Red Dead Redemption conta com minigames bem mais interessantes que GTA IV, dentre os quais podemos destacar o Poker (com direito a trapacear e tudo), arremesso de ferradura e braço de ferro, só pra citar alguns.

Multiplay

Muito se criticou no multiplay de Red Dead Redemption, dizendo principalmente que ele foi sub-aproveitado. Pode até ser verdade, mas ainda assim eu curti muito.

Acho que dá pra resumir o multiplay de RDR em dois tipos: o convencional, onde jogadores encontram-se num lounge para Team Versus ou Deathmatch, e o free-roam, onde você pode revisitar os pontos que no mapa livremente, podendo formar gangues com outros jogadores, invadir esconderijos e enfrentar gangues adversárias.

O modo multiplayer funciona com um esquema de níveis, que você ganha conforme vai completando missões e matando outros jogadores. Aumentando o nível, o jogador ganha a possibilidade de alterar a sua aparência (dentre modelos pré-configurados de personagens que aparecem no jogo) e sua montaria (partindo desde um burrico até a lendária zebra!).

Considerações Finais

Red Dead Redemption é definitivamente um dos melhores jogos que saiu em 2010 e é obrigatório para fãs de GTA e sandboxes em geral. A apresentação do jogo é impecável, bem como sua trilha sonora que se mescla tão naturalmente com o jogo. A trama é envolvente, os personagens são carismáticos, as situações pelas quais o protagonista John Marston passa são interessantíssimas (pra não falar bizarras) e o jogo diverte mesmo quando você não estiver interessado em seguir a trama principal.

E falando em não seguir a trama principal, se você se interessou pelo game, vale a pena conferir também sua expansão Undead Nightmare, que coloca os personagens conhecidos da trama principal em uma história nova e absurda, em um mundo alternativo de zumbis no velho-oeste. Vale MUITO a pena. MESMO!

A versão avaliada de Red Dead Redemption foi a de Playstation 3. O jogo também está disponível para XBOX 360. Imagens retiradas do próprio site do jogo.

Game Dev Story – Sua própria Publisher de Games

Já pensou em montar sua própria indústria de games? O simulador Game Dev Story para iPhone, iPod, iPad e Android permite isso de forma bastante divertida e viciante. Neste jogo o seu objetivo é gerenciar uma software house especializada em Games, escolhendo o gênero, a plataforma, os funcionários e controlando as finanças.

Game Dev Story da Kairosoft é um jogo japonês desenvolvido inicialmente para os celulares nipônicos. O sucesso foi tanto que a empresa achou por bem expandir os horizontes, lançando também para as populares plataformas móveis da Apple e Google.

Apresentação

O jogo segue uma linha retrô, com gráficos bem simples e coloridos em perspectiva isométrica, lembrando bastante alguns RPGs  de portáteis mais recentes como o Megaman Battle Network do Game Boy Advance. Os menus são herdados das interfaces de celulares “burros” (os “não-smartphones“), fato que fica bem evidente se você observar o formato quadrado não full-screen e os botões “Save” e “Menu” na parte inferior da tela.

Se os gráficos estilo retrô-portátil fazem dele um jogo que grita “fofo” pra quem quiser ouvir, o mesmo talvez não possa ser dito sobre a trilha sonora. As músicas são um tanto chatinhas, apesar de manterem o clima 16bit da apresentação do jogo. Isso não chega necessariamente a atrapalhar, uma vez que geralmente ao se jogar esse tipo de jogo, ou você está num banheiro e não quer que ninguém ouça você jogando, ou está em um ambiente barulhento em que o som quase não aparece. De qualquer forma fica aqui a minha crítica quanto às musiquinhas deste jogo, que por muitas vezes podem se tornar deveras irritantes.

Gameplay

O gameplay de Game Dev Story é tão simples quanto um simulador para celular deve ser. Tudo consiste em aproveitar os funcionários corretos para o trabalho correto, trabalhando em funções como roteiro, gráficos e som do jogo a ser produzido. Você escolhe o gênero (Shooter, RPG, Ação, Adventure, Simulação… tem tudo lá!), o tema (Piratas, Fantasia, Samurais, de novo, uma porrada de temas) e a plataforma e daí pra frente é ver a coisa crescer. Aliás, a escolha da plataforma é uma das coisas mais divertidas do jogo, pois elas são todas referências a plataformas conhecidas, como por exemplo o Imprendo Entertainment System (IES), o Game Kid, o Exodus (tiração de sarro com o Genesis).

Além da produção de Games, é possível fazer “bicos”, trabalhando desde no desenvolvimento de personagens de quadrinhos até no desenvolvimento de Engines para outras publishers. Isso ajuda um bocado a acumular grana pra você lançar o seu próprio Blockbuster.

Impressões Finais

Na minha humilde opinião, os pequenos detalhes é que fazem esse jogo ser mais que um simples joguinho de celular. Desde a divulgação do seu game usando meios de comunicação como rádio, Internet e televisão, até receber e-mails de fãs de sua companhia que se ferram na escola por estarem jogando demais o seu último lançamento, a impressão que dá é que o mundo de Game Dev Story pulsa, respira sozinho.

O jogo possui algumas falhas pequenas, como a interface herdada de celulares antigos (pouco adaptada para os modelos mais novos de touch screen) e uma trilha sonora meio irritante às vezes (na minha opinião). Mas se você deixar esses pontos um pouco de lado, pode estar diante de um daqueles jogos que vai roubar boas horas do seu tempo. E que venha o Game Dev Story 2, já prometido pela Kairosoft.

Game Dev Story é um jogo da Kairosoft, disponível para as plataformas móveis da Apple e para Android. O preço varia em torno de 3 a 5 dólares, dependendo da plataforma.

Tetris PSN – Reinventando o Quadrado

O mais clássico de todos os Puzzles do mundo dos videogames, o aclamado Tetris do russo Alexey Pajitnov, acaba de ganhar uma nova versão, desta vez exclusiva para Playstation 3 e desenvolvida por ninguém menos que a gigante Electronic Arts. Mas o quê uma nova versão de Tetris pode agregar além do clássico formato “desligue seu cérebro e forme linhas enquanto peças caem do céu indefinidamente”?

Tetris é um game que já ganhou inúmeras versões desde a sua primeira iteração, nos idos de 1984 – PC, NES, GameBoy, Nintendo 64, XBox 360, Celular, Nintendo DS, enfim, até em calculadoras gráficas é possível ver o clássico puzzle rodando.  Confesso que desde que joguei a versão de NDS duvidava que alguém conseguisse inserir inovações no Tetris de forma que não soassem ridículas ou absurdas demais. E eis que eu fui surpreendido com essa versão para PS3.

Apresentação

A primeira impressão causada pelo Tetris de PS3 é a de um visual sóbrio e moderno, sem cair no “chato”. Isso destoa bastante principalmente das versões “Nintendo“, sempre com temáticas alegres e bem coloridas – mais “Family Friendly“. As cores, mais puxadas para o preto e azul, e os efeitos de ondulação no fundo – similares ao tema original do PS3 – reforçam bem que você está em um ambiente Sonysta. O cenário do jogo acompanha a sobriedade, com um ambiente bem escuro onde as peças coloridas se destacam.

No que diz respeito à trilha sonora, ela segue bem a linha que os puzzles mais modernos têm adotado, com variações techno das trilhas sonoras clássicas do Tetris de PC e NES. Nesse ponto vou deixar meu lado chato e “retrô” falar mais alto e comentar que senti falta de uma opção de poder deixar rolando a versão chiptune das músicas. Logo que você começa o jogo, a trilha original começa a tocar, para poucos segundos depois ser substituída por uma das novas variações (Variants).

Jogabilidade

Tetris é Tetris em qualquer lugar, se você está lendo isso até aqui sabe bem como Tetris funciona. Mas enfim, além do modo clássico de pedras caindo do céu infinitamente, o Tetris de PS3 possui modos interessantes e desafiadores de jogo, alguns deles já vistos em outras versões:

  • Treadmill (esteira) – Nesse modo, a cada peça nova que surge, as peças já existentes andam uma posição para a direita.
  • Gravity (gravidade) – Conceito interessante, aplicado também em outros modos de jogo. Quando você quebra uma peça e sobra pedaços dela, estes pedaços caem ao invés de ficarem magicamente flutuando.
  • Flood (enchente) Linhas incompletas vão subindo de tempos em tempos, aumentando a dificuldade do jogo. Aplica o conceito de gravidade.
  • Ledges (saliências) – Neste modo, não há “chão”. Algumas pedras no meio da Matrix servirão de apoio para que você consiga formar as linhas.
  • Laser Um laser vai descendo conforme a peça cai e o seu objetivo é se manter abaixo deste laser.
  • Magnetic (Magnético) – Modo bem interessante, onde as laterais da matriz possuem campos magnéticos diferenciados por vermelho e azul. As peças que caem são todas vermelhas e azuis e são atraídas ou repelidas por estes campos.
  • Scanner – De tempos em tempos uma espécie de scanner varre a tela. As peças só são destruídas no momento em que o scanner passar, independente de estarem formando uma linha completa.
  • Split (dividido)A Matrix é dividida em duas partes alternando a parte acessível a cada peça que cai.
  • Chill (frio) – De tempos em tempos a Matrix congela as peças em três níveis diferentes de “congelamento”. As peças só são destruídas se não estiverem congeladas. Para remover um nível de congelamento, basta formar uma linha.
  • Flashlight (lanterna) – A Matrix fica escura, só ficando visível a área sob a peça que está caindo.
  • Radical – Modo insanamente rápido e difícil.

Existe também o modo Challenge, onde o objetivo é superar o desempenho de outro jogador (ou o seu próprio), exibindo à direita um replay desta partida.

Multiplayer

As Variants são bem interessantes, mas talvez a parte mais divertida deste novo Tetris seja jogar online para desafiar seus amigos e desconhecidos. Além de jogar as Variants em multiplayer offline, alguns modos estão disponíveis para o multiplayer online:

  • Timed Battle e Battle – O modo Batalha de Tetris, onde as suas peças eliminadas servem para atrapalhar a vida dos seus adversários (até 6 jogadores!)
  • Shared – Se tem modo battle, por quê não fazer um modo co-op? Você e seu parceiro devem trabalhar em equipe para destruir as linhas compartilhando as duas colunas centrais da Matrix.
  • Team Battle Um Battle onde você e mais um amigo devem destruir a dupla adversária.

Impressões Finais

O Tetris para PS3 mantém  muito do clássico adorado por todos (ou pelo menos por muitos), com um visual de muito bom-gosto. As Variants trazem desafios interessantes e as Battles online são absurdamente viciantes, do nível “só mais uma partida, só mais uma partida” e, quando você vai ver, já são quase duas da manhã. Altamente recomendado, excelente custo/benefício.

Tetris é exclusivo para PS3 e está disponível na forma de Download na PSN Americana por US$9,99 (no ato da publicação deste post).

Welcome, stranger!

WelcomeOpa!

Eu sou o Johnny e este é o meu primeiro post no Gamer Inconstante, meu humilde blog sobre games. Tenho 29 anos e sou apaixonado por games desde a minha infância, nas tardes de Enduro e H.E.R.O. comendo Fritopan e bebendo Guaraná Brahma naquela garrafa marrom escura.

Há algum tempo tenho acompanhado alguns ótimos blogs sobre games e cada vez mais tenho me animado a criar o meu próprio  – vamos ver se isso dá certo. Já passei pelas fases Atari 2600, Master System, NES, Genesis (Mega Drive), Super NES, Playstation 1, N64, Playstation 2 e no momento sou um feliz proprietário de um XBOX 360, um PS3, um DS e um PSP, o que deve permitir com que eu possa falar de games novos e antigos de diversas plataformas.

Sou desenvolvedor de softwares (softwares chatos, não games) em uma empresa no Morumbi e moro na Zona Leste de São Paulo. Isso torna o meu tempo para jogar games bastante escasso, ou pelo menos menor do que eu gostaria, mas estou sempre comprando uma ou outra coisa nova pra ficar na minha pilha de jogos que nunca vou terminar. E é exatamente sobre a minha pilha pessoal de jogos que eu vou falar nesse blog ao longo de sua existência.

As opiniões expressadas aqui serão extremamente pessoais, muitas vezes com pouco ou nenhum embasamento, então considerem-se avisados. Além disso, devo falar vez por outra de games que estão no mercado há um, dois ou três anos. No mais, espero que alguém além dos meus amigos mais próximos tenha a oportunidade de ler e me agraciar com suas construtivas críticas.

Forte Abraço!