Heavy Rain – Um thriller de respeito

Ethan Mars, um dos personagens principais de Heavy Rain

 

Heavy Rain, de 2010, é um Adventure/thriller exclusivo para PlayStation 3 desenvolvido pela Quantic Dream (de Indigo Prophecy – ou Fahrenheit, dependendo da região de lançamento). O jogo narra o caminho de quatro personagens distintos na caça a um assassino serial conhecido como Origami Killer (O Assassino do Origami).

O meu primeiro contato com Heavy Rain foi através dos meus colegas do antigo emprego, Vinícius “Vinny” Salmeron e Tiago Lima, que estavam num hype tremendo procurando um lugar a um preço decente para comprar.

Fui atrás da demo na PSN e joguei. Bom, eu achei os gráficos interessantes, mas o jogo não me conquistou. Eu apanhei muito pra fazer o Shelby, um dos personagens principais, andar em linha reta e aquilo me deixou um tanto frustrado. Ainda assim, durante essa época acompanhei meus amigos (principalmente o Vinny) comentando o quão fora do comum era Heavy Rain, o quanto esse jogo fugia de clichês e o quanto a trama era extremamente envolvente. Como estava com uma fila bem grande de jogos, ignorei os comentários e segui minha vida.

Pois bem, eis que no ano passado eu fui presenteado com um bundle de Playstation Move, o controle de movimento do PS3 nos moldes dos WiiMotes do Nintendo Wii. A imprensa especializada era praticamente unânime em dizer que Heavy Rain ganhava um fôlego completamente novo, sendo um dos melhores títulos para se jogar com um controle de movimento lançados até então. Eu já não podia mais fugir de Heavy Rain.

Ambientação

Heavy Rain pode ser visto sem exageros como um ótimo filme de aproximadamente 8 horas. A ambientação proporcionada pelo game é algo único, impossível de se captar jogando apenas a Demo, o que me fez cometer uma certa injustiça com ele no meu primeiro contato.

O jogo gira em torno do drama de Ethan Mars, um pai dedicado que começa a questionar o seu valor após a morte do seu primeiro filho Jason num acidente e o sequestro do seu segundo filho Shaun pelo Origami Killer praticamente diante de seus olhos. O Origami Killer é um assassino já conhecido no mundo de Heavy Rain, que todo outono sequestra e mata um menino de aproximadamente 10 anos, sempre por afogamento.  Para recuperar o seu filho, Ethan deve cometer certos sacrifícios conforme as orientações do metódico assassino, no melhor estilo Jogos Mortais ou Seven.

O jogador controla ainda outros três personagens, com personalidades e fraquezas diferentes, que também estão investigando o caso do Assassino do Origami – Madison Paige, uma jornalista que sofre de insônia, Norman Jayden, um agente do FBI viciado em “triptiocaína” (uma droga fictícia existente no jogo) especialmente enviado à cidade por conta do caso, e Scott Shelby, um ex-policial asmático que trabalha como detetive particular investigando os casos do Origami Killer a pedido dos pais das vítimas.

Os defeitos e qualidades dos personagens de Heavy Rain são tão realistas que fazem com que o envolvimento do jogador com as cenas seja praticamente inevitável. O jogo é extremamente imersivo e a história puxa ganchos que fazem com que o jogador fale durante várias vezes “só mais um capítulozinho e eu paro”.

Gameplay

Heavy Rain tem um gameplay que consiste principalmente em movimentos sequenciais no melhor estilo de “quick-time-events” – como os presentes em God of War por exemplo, onde o jogador deve pressionar sequencias de botões em uma ordem correta conforme eles vão aparecendo na tela. A diferença é que muitas das vezes pode se escolher quais desses movimentos serão realizados, alterando assim o curso dos eventos que ocorrerão. daí em diante.

Se a minha primeira impressão com os controles de Heavy Rain utilizando o Dualshock 3 (o controle convencional do PS3) não foi das melhores, o jogo ganhou um significado completamente novo quando o joguei com o Move. Diferente de outros jogos e controles de movimento, Heavy Rain deve ser jogado sentado, o que é perfeito, uma vez que as jogatinas de Heavy Rain chegam a durar algumas horas. Outra coisa: eu consegui jogar mesmo usando o Move com as luzes do meu quarto desligadas, o que foi bem legal para me manter no clima da história. Importante salientar que para jogar com o Playstation Move é necessária uma atualização de aproximadamente 2GB (não lembro direito o tamanho), que é realizada com as frustrantes taxas de transferência da PSN (que ficam ainda mais frustrantes com a Internet daqui de casa).

Em determinado momento do jogo, em um dos sacrifícios que Ethan deve fazer, confesso que fiquei tão imerso naquele ambiente que cheguei a gritar de dor junto com o personagem, <SPOILER LEVE A SEGUIR> segurando o Move como se fosse um machado <FIM DE SPOILER>.

Diferente da maior parte dos jogos, Heavy Rain não tem um Game Over. Neste jogo é possível se chegar a 22 finais diferentes, então ate as menores ocorrências no decorrer do jogo podem afetar completamente o desfecho da história.

Madisson Paige

Apresentação

Trazendo gráficos bastante polidos na maior parte do tempo, Heavy Rain é um daqueles games que surpreende à primeira jogada. Confesso que depois de algum tempo certas expressões faciais dos personagens pareciam um pouco forçadas ou exageradas, mas ainda assim o game traz uma qualidade na captura de movimentos bem acima da média.

A trama se passa praticamente inteira durante um outono chuvoso na cidade (que se mantem anônima durante toda história, mas remete a ambientes da Philadelphia). O clima é bastante pesado, as cores usadas tendem bastante ao cinza e ao marrom, trazendo sempre um sentimento de tristeza e melancolia. Durante a corrida contra o tempo para o salvamento do garoto Shaun Mars, não para de chover nem por um minuto – e a chuva, como se pode esperar – possui uma participação essencial na trama de Heavy Rain.

A trilha sonora de Heavy Rain foi composta pelo canadense Normand Corbeil e é toda orquestral, digna de filmes de Hollywood. O tema principal é bastante melancólico e ajuda muito a colocar o jogador nos pés de Ethan Mars, sofrendo a agonia de saber se seu filho está bem ou não, se vai sobreviver ou não.

Por fim, as dublagens do jogo são muito boas, todas feitas por atores escolhidos num longo processo pela produtora do game – processo este que pode ser visto nos extras desbloqueáveis no jogo. Alguns dos personagens chegaram a ser modelados a partir dos atores que lhes dão voz, como é o caso de Scott Shelby, modelado a partir do ator Sam Douglas.

Scott Shelby (personagem) e Sam Douglas (o ator responsável pela voz e aparência)

Considerações Finais

Heavy Rain é um jogo tenso e envolvente como poucos. O clima todo envolvendo o drama do personagem principal Ehan Mars por vezes me fez questionar se eu faria igual ou não – como o jogo dá liberdade, você pode testar as consequencias de suas escolhas e observar a história se desdobrando de maneiras diferentes.

Confesso que depois de jogá-lo, fiquei curioso para jogar também o Fahrenheit, jogo anterior da Quantic Dream, e estou num hype absurdo para poder jogar algo novo deles.

Por fim, se possível  jogue com o Move! Nunca joguei nada parecido, a imersão no jogo aumenta consideravelmente, o que possivelmente ajudou a me convencer que Heavy Rain possui um “algo mais”.

Heavy Rain é um jogo exclusivo de PS3. Terminei apenas uma vez, num final que ao meu ver considerei “feliz”.


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The Secret of Monkey Island – Piratas + Humor Nonsense

The Secret of Monkey Island

O início de tudo

Com exceção da minha namorada, as pessoas à minha volta costumam me achar um cara engraçado, que faz piadas inteligentes e com um bom timing. Tá, estou exagerando um pouco, mas as pessoas realmente costumam gostar do meu senso de humor. Acho que devo pelo menos uns 80% dele à Lucas Arts. Desse montante, pelo menos uns 90% são por conta da série Monkey Island.

Na década de 90 o gênero de Adventure Games era bastante popular nos PCs, principalmente pela mecânica simples e o bom humor presente em praticamente todos os títulos das principais produtoras – a própria Lucas Arts (Indiana Jones and the Last Crusade, Maniac Mansion e o genial Day of the Tentacle) e a Sierra (que fazia os jogos da série adulta Leisure Suite Larry).

The Secret of Monkey Island, de 1990,  é o primeiro jogo da série de Adventure Games de piratas da Lucas Arts (que na época ainda se chamava Lucasfilm Games). Neste jogo, o jovem protagonista Guybrush Threepwood (sim, ele sofre muito com esse nome durante o jogo) deve superar insólitos desafios para se tornar um pirata. E quando digo insólitos estou me referindo a fantasmas de piratas, canibais vegetarianos, macacos de três cabeças e feitiços voodoo.

O jogo foi criado por Ron Gilbert (de Maniac Mansion e o excelente DeathSpank de XBOX360 e PS3) e Tim Shafer (de Full Throttle, Day of the Tentacle e de jogos mais atuais como Brütal Legend e Psychonauts), que depois de Monkey Island ganharam status de gênios para gamers e a crítica especializada.

Ambientação

The Secret of Monkey Island começa em Mêlée Island, uma fictícia ilha do Caribe dominada por piratas, onde Guybrush procura saber o que deve fazer para se tornar um respeitável pirata. O problema todo é que Guybrush é um cara bem franzino, que não impõe moral pra ninguém. De qualquer forma, são passadas três provas ao jovem aspirante para que ele possa ser considerado um pirata malvado bebedor de Grog (uma bebida criada no jogo que já gerou polêmica no mundo real) – Virar um mestre na espada; roubar um item de valor e; encontrar o tesouro de Mêlée Island.

Enquanto tenta superar os desafios impostos a ele, Guybrush acaba conhecendo Elaine Marley, a Governadora da ilha que se torna o seu grande amor e que acaba sendo sequestrada pelo pirata-fantasma LeChuck – o arqui-inimigo de Guybrush em toda a série.

Elaine e Guybrush na versão original do game

O legal da série Monkey Island é que ele se encara sempre como um jogo – ele não tenta ser algo sério em nenhum momento. Por exemplo:

  • sempre que alguém fala o nome de alguma ilha, o nome vem seguido da sigla de Trade Mark na legenda (Mêlée Island™, Monkey Island).
  • Vez por outra o Guybrush vira para a “câmera” e fala com o jogador.
  • Referências a coisas que com certeza não fazem parte daquele mundo ou tempo, como Indiana Jones e um dos piratas no bar que está fazendo propaganda de Loom, um outro adventure da LucasArts.

Isso dá espaço para que ele explore um humor inteligente, fazendo piadas com os assuntos que você menos espera. E de tão boas, algumas das piadas do primeiro jogo são aproveitadas até hoje nos jogos mais atuais da série, sempre arrancando risos dos mais nostálgicos fãs.

Gameplay

Conforme dito anteriormente, Monkey Island é um Adventure Point and Click. Mais precisamente, é um jogo Adventure Point and Click feito na engine SCUMM (Script Creation Utility for Maniac Mansion) da Lucas Arts, criada no Maniac Mansion e usada à exaustão em praticamente todos os Adventures da publisher.

Neste tipo de jogo as ações do personagens são representadas por verbos na parte inferior esquerda da tela, enquanto que os itens guardados pelo personagem ficam na parte inferior à direita. A interação é bem óbvia – clique num verbo, clique em algum elemento do cenário ou do seu inventário e pronto. Por exemplo, se eu quero examinar um papel colado em uma árvore no cenário, clico em “Look At” e em seguida no papel – ridiculamente simples.

Em Monkey Island é praticamente impossível morrer (a única forma de morrer em Monkey Island é ficando por dez minutos embaixo d’água num momento específico do game), o que dá uma certa segurança a mais ao jogador para explorar todas as possibilidades do game – e rende ótimas risadas com a forma como o universo de Monkey Island reage a essa exploração.

Ainda que a jogabilidade seja extremamente simples e não seja possível morrer, isso não quer dizer que Monkey Island seja um jogo totalmente fácil. O que cria a dificuldade neste jogo são os momentos em que deve-se pensar fora da caixa, ou seja, sem ser necessariamente lógico. Por exemplo, ao sair de Mêlée é necessário fazer uma certa receita especial para se alcançar Monkey Island. Nesta receita, um dos ingredientes trata-se de um crânio prensado, item que você não tem no seu inventário. A solução “óbvia”: utilizar a bandeira pirata do navio!

Outra passagem que merece destaque em The Secret of Monkey Island são as lutas de espada, onde o jogador deve escolher o insulto correto para rebater o insulto do oponente. Conseguindo isso, o jogador deve escolher o próximo insulto e torcer para que o adversário não utilize a resposta correta. A mecânica foi inclusive repetida no terceiro game (aprimorada, inclusive, com insultos que deviam rimar).

Apresentação

A primeira vez que joguei Monkey Island foi lá por 91 ou 92, num PC XT, com monitor CGA de fósforo verde. E devo confessar que desde aquela época eu achava os gráficos de Monkey Island fora de série. Por mais antigo que seja, é difícil ver jogos dos anos 90 que se preocupavam tanto com a riqueza de detalhes dos cenários como Monkey Island o fazia.

Anos depois tornei a jogar Monkey Island ( jogar Monkey Island de tempos em tempos é um hábito que mantenho até hoje) de em um 386, com monitor VGA. E aqueles gráficos, que eram essencialmente os mesmos, ganharam um novo ar, um novo sentido. É incrível como eles se mantém polidos até os dias de hoje, 20 anos depois de seu lançamento.

Recentemente os dois primeiros games da série ganharam uma versão HD para PC, XBOX 360 e PS3, chamada The Secret of Monkey Island – Special Edition. Os gráficos ficaram mais parecidos com desenho animado, os menus são eliminados para a arte ocupar a tela inteira. E para agradar os saudosistas, é possível voltar para o gráfico clássico a qualquer momento com o simples apertar de uma tecla (ou botão). Infelizmente, para se manter essa compatibilidade com os gráficos antigos, as movimentações são bem tosquinhas. Mas ainda assim, os gráficos estão bem legais.

A trilha sonora de Monkey Island, composta por Michael Land, possui temas extremamente marcantes. Músicas como o tema principal, o tema de LeChuck e a música que toca no circo dos Fettuccini ficam cravadas na memória e não é difícil você se pegar cantarolando elas depois de jogar o jogo. Mesmo na época da PC Speaker, com seus beeps e bloops, aquelas músicas com uma temática bem caribeña ficavam ecoando no meu inconsciente por dias.

Por fim, na Special Edition temos que os personagens têm vozes. E as dublagens são muitíssimo bem feitas! Destaque especial ao Dominic Armato (Guybrush) e ao Earl Boen (LeChuck), que desde o terceiro game da série (Escape from Monkey Island) têm feito um trabalho sensacional, dando vida àqueles personagens que me acompanharam por tantos anos. É impossível imaginar Guybrush hoje com a voz de outra pessoa que não a de Dominic.

Considerações Finais

Monkey Island é um jogo obrigatório para toda pessoa que se considera um gamer de respeito. O jogo está disponível em muitas plataformas – DOS, Windows, Sega CD(!!!), Mac OS X, iOS, XBOX 360, PS3 – então não tem desculpa para não jogar. É um jogo sem muita ação, mas tem elementos que acabam compensando tudo isso, como personagens carismáticos, gráficos polidos, piadas engraçadas e uma trama que te prende até o fim.

Enfim, um jogo como poucos.

The Secret of Monkey Island é um jogaço disponível em diversas plataformas e que todo gamer precisa jogar antes de morrer.

Dissidia: Final Fantasy – O fan-service definitivo

Os Heróis de Final Fantasy Reunidos

Final Fantasy é sem dúvida uma das mais importantes séries de games que existe, goste você dela ou não. A série, criada por Hironobu Sakaguchi em 1987 já conta com 13 iterações da série principal (se desconsiderarmos o fiasco do Final Fantasy XIV que voltou para as pranchetas após a reprovação dos jogadores durante as fases de beta-testing), fora inúmeros spin-offs (séries paralelas como Final Fantasy: Crystal Chronicles; jogos fora do estilo RPG como o infantil Chocobo Tales e os excelentes Final Fantasy Tactics; ou ainda sequencias ou “prequencias” de títulos da série principal, como Final Fantasy X-2 e Final Fantasy VII – Crisis Core). É inegável que o emprego de pelo menos 99% dos funcionários da sua produtora Square-Enix está diretamente ligado ao sucesso de Final Fantasy.

Para quem não conhece a série, vale pincelar algumas informações:

  • Final Fantasy é uma série de jRPGs (Japanese Role Playing Games) essencialmente turn-based, ou seja, um personagem ataca e deve “esperar a sua vez” até que possa atacar novamente. A partir do 4º game da série – que foi trazido ao ocidente como Final Fantasy 2 porque os Final Fantasies 2 e 3 não haviam sido lançados por aqui – foi introduzido o Active Time Battle, onde características do personagem (como sua velocidade) influenciavam diretamente na ordem dos turnos, exigindo do jogador pensar melhor suas estratégias.
  • A série possui games em consoles de quase todas as marcas, como o NES e SNES da Nintendo, PS1, PS2 e PS3 da Sony, XBOX 360 da Microsoft e até PCs.
  • Os jogos da série Final Fantasy não possuem vínculos narrativos, ou seja, as histórias, os personagens e até os mundos são completamente independentes entre si
  • Os elementos que ligam a série estão relacionados a conceitos de jogabilidade, principalmente os nomes de itens, magias, classes de personagens ou dos Summons – criaturas poderosas que surgem no meio da batalha para auxiliar os heróis.

Dito isso, Dissidia: Final Fantasy é um jogo especialmente feito para comemorar o aniversário de 20 anos da série, presenteando os fãs com um cross-over definitivo entre alguns dos principais personagens dos dez primeiros jogos da série (além de personagens especiais de Final Fantasy XI e XII).

Ambientação

A série Final Fantasy, principalmente nos jogos mais antigos, sempre procurou tratar da briga por equilíbrio entre as forças da luz e das trevas.

Em Dissidia não é diferente: em seu eterno conflito, a Deusa Cosmos (da Harmonia) está dessa vez em desvantagem contra o Deus Chaos (da Discórdia) . Para isso ela convoca os 10 heróis de Final Fantasy, que deverão enfrentar seus maiores rivais para recuperar os 10 cristais que ajudarão a restaurar o equilíbrio do universo.

Gameplay

Se a história de Dissidia pode ser considerada “qualquer coisa”, o Gameplay deste jogo é único. Diferente dos RPGs da série Final Fantasy, Dissidia é um jogo de luta. Porém não é um jogo de luta clássico, de visão lateral como Street Fighter e Mortal Kombat; Tampouco se trata do estilo 3d presente na série Tekken e Soul Calibur. O vídeo abaixo mostra um pouco o ritmo frenético das lutas de Dissidia.

Dissidia possui um estilo próprio que lembra um pouco Dragon Ball Z Legend de Sega Saturn e Playstation 1, com cenários enormes em 3d cheios de elementos que podem ser destruídos durante as lutas, como montanhas e pilares. Ao invés de ter socos e chutes, os personagens possuem golpes especiais configurados no controle de maneira bem simples (ex: apertando “quadrado” aciona-se um golpe, apertando-se “para cima”+”quadrado” aciona-se um outro golpe – nada de “meia-lua, pra frente e soco”).

Os lutadores têm um medidor de Bravery, que indica o potencial de dano que ele pode causar no seu próximo golpe, e a barra de energia, que indica o quanto ele pode receber de dano físico. Os golpes, por sua vez, são divididos em dois grupos – ataques de Bravery, que reduzem o medidor de Bravery do inimigo e aumentam a sua, e os ataques físicos, que zeram seu contador de Bravery causando essa quantidade de dano no adversário. O sistema pode parecer meio confuso, mas depois que se aprende fica bem fácil.

Além disso, há uma barra lateral EX, que quando cheia permite ao jogador entrar em modo EX, deixando o personagem mais forte e com a possibilidade de desferir seu ataque especial, inspirado diretamente nas habilidades do personagem em seu jogo original (principalmente no caso dos personagens de Final Fantasy VII em diante).

O jogo conta com um modo história, onde o jogador deve passar por caminhos individuais de cada personagem. Nestes caminhos, o jogador encontrará “sombras”, versões muitas vezes enfraquecidas dos lutadores do jogo, e os personagens propriamente ditos (principalmente os inimigos sob o comando de Chaos, mas em algumas passagens deve-se enfrentar alguns dos amigos por motivos que não convém discutir). Depois de completar as 10 campanhas, o jogador ainda deve enfrentar mais quatro longos capítulos até enfrentar Chaos, sem contar os dois novos que surgem após a batalha “final”.

Conforme o jogador avança, seu personagem vai aumentando de nível, ganhando novas habilidades e pontos especiais que podem ser gastos desbloqueando conteúdo extra como novas skins, novos personagens e ícones para serem usados no modo online com a arte dos jogos antigos da série.

Apresentação

Dissidia: Final Fantasy foi feito com todo cuidado que os fãs de Final Fantasy poderiam esperar, com a arte de medalhões da série como Yoshitaka Amano, com seu estilo único de desenho e Nobuo Uematsu com suas composições memoráveis.

Os gráficos de Dissidia são excelentes para o nível do PSP, com efeitos de iluminação e posicionamento de câmera quase perfeitos, dando para as batalhas um clima épico que todo game de luta de personagens de Anime deveria ter (na minha opinião).

As músicas que tocam no game são versões rearranjadas de temas clássicos dos doze jogos da série, o que pode trazer lágrimas aos fãs mais saudosistas.

Outra coisa que chama atenção é o fato de que todos os Tutoriais do jogo são passados por personagens principais e secundários de todos os games da série, com seus sprites originais e fazendo referências a situações dos games antigos, mantendo o clima de fan-service.

Considerações Finais

Dissidia: Final Fantasy possui uma mecânica de jogo bem própria, um ritmo frenético, som maravilhoso e gráficos excelentes para a plataforma (PSP), no entanto dificilmente será apreciado por pessoas que não gostam ou conhecem a série Final Fantasy.

O modo história se estende mais do que deveria, mas ainda assim é bem divertido, sobretudo porque cada luta não dura mais que alguns segundos (em sua maioria). Talvez com uns dois ou três capítulos a menos no final o jogo ficasse num tamanho ideal.

Para quem jogou mais de dois jogos da série até o final (e gostou), Dissidia é um jogo obrigatório, podendo inclusive servir de motivação para conhecer um pouco mais sobre os outros personagens.

Por fim, Dissidia foi pelo menos 60% do motivo pelo qual comprei um PSP e, sinceramente, não me arrependo nem um pouco.

Links

Dissidia: Final Fantasy é exclusivo para o PSP (infelizmente, pois um jogo desses funcionaria muito bem num console de mesa)

Participação Especial – Fênix Down

Olá pessoal!

Fiz uma colaboração especial para a coluna [Bônus Content] do blog Fênix Down falando sobre a edição de colecionador de Fallout New Vegas. Se quiser ver como eu me saí, acesse o site dos caras !

Para quem não conhece, o Fênix Down é um blog relativamente novo sobre games criado pelo DiegoGC e Fernando X, ex-colaboradores do – até então –  suspenso Now Loading.

No momento eles têm se concentrado principalmente em vídeo-reviews/previews de games, mas o conteúdo vem expandindo principalmente com a inclusão de projetos como o Sala de Gamer e o podcast sobre game-music Bit-Studio.

Todo sucesso aos caras!