[Fênix Down] Castlevania: The Dracula X Chronicles

“Olá a todos!”, como diria o amigo DiegoGC do blog Fênix Down.

Fiz uma nova participação neste blog de games do qual eu já havia participado anteriormente, desta vez na coluna Tô Jogando, falando sobre Castlevania: Dracula X Chronicles de PSP.

Segue o link.

Espero que vocês curtam!

*Agradecimento a toda equipe do Fênix Down, em especial ao Kazz, responsável pela coluna, que colocou imagens e deu uma revisada no texto

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The Secret of Monkey Island – Piratas + Humor Nonsense

The Secret of Monkey Island

O início de tudo

Com exceção da minha namorada, as pessoas à minha volta costumam me achar um cara engraçado, que faz piadas inteligentes e com um bom timing. Tá, estou exagerando um pouco, mas as pessoas realmente costumam gostar do meu senso de humor. Acho que devo pelo menos uns 80% dele à Lucas Arts. Desse montante, pelo menos uns 90% são por conta da série Monkey Island.

Na década de 90 o gênero de Adventure Games era bastante popular nos PCs, principalmente pela mecânica simples e o bom humor presente em praticamente todos os títulos das principais produtoras – a própria Lucas Arts (Indiana Jones and the Last Crusade, Maniac Mansion e o genial Day of the Tentacle) e a Sierra (que fazia os jogos da série adulta Leisure Suite Larry).

The Secret of Monkey Island, de 1990,  é o primeiro jogo da série de Adventure Games de piratas da Lucas Arts (que na época ainda se chamava Lucasfilm Games). Neste jogo, o jovem protagonista Guybrush Threepwood (sim, ele sofre muito com esse nome durante o jogo) deve superar insólitos desafios para se tornar um pirata. E quando digo insólitos estou me referindo a fantasmas de piratas, canibais vegetarianos, macacos de três cabeças e feitiços voodoo.

O jogo foi criado por Ron Gilbert (de Maniac Mansion e o excelente DeathSpank de XBOX360 e PS3) e Tim Shafer (de Full Throttle, Day of the Tentacle e de jogos mais atuais como Brütal Legend e Psychonauts), que depois de Monkey Island ganharam status de gênios para gamers e a crítica especializada.

Ambientação

The Secret of Monkey Island começa em Mêlée Island, uma fictícia ilha do Caribe dominada por piratas, onde Guybrush procura saber o que deve fazer para se tornar um respeitável pirata. O problema todo é que Guybrush é um cara bem franzino, que não impõe moral pra ninguém. De qualquer forma, são passadas três provas ao jovem aspirante para que ele possa ser considerado um pirata malvado bebedor de Grog (uma bebida criada no jogo que já gerou polêmica no mundo real) – Virar um mestre na espada; roubar um item de valor e; encontrar o tesouro de Mêlée Island.

Enquanto tenta superar os desafios impostos a ele, Guybrush acaba conhecendo Elaine Marley, a Governadora da ilha que se torna o seu grande amor e que acaba sendo sequestrada pelo pirata-fantasma LeChuck – o arqui-inimigo de Guybrush em toda a série.

Elaine e Guybrush na versão original do game

O legal da série Monkey Island é que ele se encara sempre como um jogo – ele não tenta ser algo sério em nenhum momento. Por exemplo:

  • sempre que alguém fala o nome de alguma ilha, o nome vem seguido da sigla de Trade Mark na legenda (Mêlée Island™, Monkey Island).
  • Vez por outra o Guybrush vira para a “câmera” e fala com o jogador.
  • Referências a coisas que com certeza não fazem parte daquele mundo ou tempo, como Indiana Jones e um dos piratas no bar que está fazendo propaganda de Loom, um outro adventure da LucasArts.

Isso dá espaço para que ele explore um humor inteligente, fazendo piadas com os assuntos que você menos espera. E de tão boas, algumas das piadas do primeiro jogo são aproveitadas até hoje nos jogos mais atuais da série, sempre arrancando risos dos mais nostálgicos fãs.

Gameplay

Conforme dito anteriormente, Monkey Island é um Adventure Point and Click. Mais precisamente, é um jogo Adventure Point and Click feito na engine SCUMM (Script Creation Utility for Maniac Mansion) da Lucas Arts, criada no Maniac Mansion e usada à exaustão em praticamente todos os Adventures da publisher.

Neste tipo de jogo as ações do personagens são representadas por verbos na parte inferior esquerda da tela, enquanto que os itens guardados pelo personagem ficam na parte inferior à direita. A interação é bem óbvia – clique num verbo, clique em algum elemento do cenário ou do seu inventário e pronto. Por exemplo, se eu quero examinar um papel colado em uma árvore no cenário, clico em “Look At” e em seguida no papel – ridiculamente simples.

Em Monkey Island é praticamente impossível morrer (a única forma de morrer em Monkey Island é ficando por dez minutos embaixo d’água num momento específico do game), o que dá uma certa segurança a mais ao jogador para explorar todas as possibilidades do game – e rende ótimas risadas com a forma como o universo de Monkey Island reage a essa exploração.

Ainda que a jogabilidade seja extremamente simples e não seja possível morrer, isso não quer dizer que Monkey Island seja um jogo totalmente fácil. O que cria a dificuldade neste jogo são os momentos em que deve-se pensar fora da caixa, ou seja, sem ser necessariamente lógico. Por exemplo, ao sair de Mêlée é necessário fazer uma certa receita especial para se alcançar Monkey Island. Nesta receita, um dos ingredientes trata-se de um crânio prensado, item que você não tem no seu inventário. A solução “óbvia”: utilizar a bandeira pirata do navio!

Outra passagem que merece destaque em The Secret of Monkey Island são as lutas de espada, onde o jogador deve escolher o insulto correto para rebater o insulto do oponente. Conseguindo isso, o jogador deve escolher o próximo insulto e torcer para que o adversário não utilize a resposta correta. A mecânica foi inclusive repetida no terceiro game (aprimorada, inclusive, com insultos que deviam rimar).

Apresentação

A primeira vez que joguei Monkey Island foi lá por 91 ou 92, num PC XT, com monitor CGA de fósforo verde. E devo confessar que desde aquela época eu achava os gráficos de Monkey Island fora de série. Por mais antigo que seja, é difícil ver jogos dos anos 90 que se preocupavam tanto com a riqueza de detalhes dos cenários como Monkey Island o fazia.

Anos depois tornei a jogar Monkey Island ( jogar Monkey Island de tempos em tempos é um hábito que mantenho até hoje) de em um 386, com monitor VGA. E aqueles gráficos, que eram essencialmente os mesmos, ganharam um novo ar, um novo sentido. É incrível como eles se mantém polidos até os dias de hoje, 20 anos depois de seu lançamento.

Recentemente os dois primeiros games da série ganharam uma versão HD para PC, XBOX 360 e PS3, chamada The Secret of Monkey Island – Special Edition. Os gráficos ficaram mais parecidos com desenho animado, os menus são eliminados para a arte ocupar a tela inteira. E para agradar os saudosistas, é possível voltar para o gráfico clássico a qualquer momento com o simples apertar de uma tecla (ou botão). Infelizmente, para se manter essa compatibilidade com os gráficos antigos, as movimentações são bem tosquinhas. Mas ainda assim, os gráficos estão bem legais.

A trilha sonora de Monkey Island, composta por Michael Land, possui temas extremamente marcantes. Músicas como o tema principal, o tema de LeChuck e a música que toca no circo dos Fettuccini ficam cravadas na memória e não é difícil você se pegar cantarolando elas depois de jogar o jogo. Mesmo na época da PC Speaker, com seus beeps e bloops, aquelas músicas com uma temática bem caribeña ficavam ecoando no meu inconsciente por dias.

Por fim, na Special Edition temos que os personagens têm vozes. E as dublagens são muitíssimo bem feitas! Destaque especial ao Dominic Armato (Guybrush) e ao Earl Boen (LeChuck), que desde o terceiro game da série (Escape from Monkey Island) têm feito um trabalho sensacional, dando vida àqueles personagens que me acompanharam por tantos anos. É impossível imaginar Guybrush hoje com a voz de outra pessoa que não a de Dominic.

Considerações Finais

Monkey Island é um jogo obrigatório para toda pessoa que se considera um gamer de respeito. O jogo está disponível em muitas plataformas – DOS, Windows, Sega CD(!!!), Mac OS X, iOS, XBOX 360, PS3 – então não tem desculpa para não jogar. É um jogo sem muita ação, mas tem elementos que acabam compensando tudo isso, como personagens carismáticos, gráficos polidos, piadas engraçadas e uma trama que te prende até o fim.

Enfim, um jogo como poucos.

The Secret of Monkey Island é um jogaço disponível em diversas plataformas e que todo gamer precisa jogar antes de morrer.

Kenseiden – Samurais e Demônios num Clássico da Sega

O Master System foi sem sombra de dúvidas um dos meus consoles mais queridos. A Tec Toy fez um trabalho louvável com o console da Sega no Brasil, popularizando a cultura de video games de uma maneira pouco vista na época do Atari, com propagandas em revistas e televisão, serviço de suporte via telefone (Hot Line! Lembro de ter ligado lá pra pegar o password do horrível Alex Kidd in High Tech World – desculpas antecipadas aos que gostam deste jogo) e até o Sega Club (do qual eu tinha a carteirinha, ainda que nunca tenha usado pra nada). Os tempos eram outros: eu particularmente não lembro de ter visto qualquer jogo pirata de Master System – se queriamos experimentar jogos novos, alugávamos. Aliás, bons tempos de aluguel de jogos – passar na locadora e conversar com um bando de malucos que gostavam das mesmas coisas que você, experimentar jogos que você não compraria hoje nem piratas, ficar na fila para conseguir alugar os Block Busters… A locadora era “uma arma mais elegante para tempos mais civilizados”, como diria um antigo mestre Jedi.

Dentre meus jogos preferidos de Master System, um que nunca falta nas minhas listas é Kenseiden (que pode ser traduzido como “A Lenda da Espada Sagrada” ou “A Conjuração da Espada Sagrada” se você quiser algo mais épico), de 1988. Nunca tive Kenseiden, mas me arrisco a dizer que eu fiquei mais com o cartucho que o meu vizinho que o comprou (abraço Thiago!).

Ambientação

Kenseiden se passa no Japão na época dos Samurais (século XVI). O jogador assume o papel de Hayato, um Samurai que possui sangue de Dragão correndo por suas veias, e deve recuperar cinco pergaminhos lendários e a espada do Senhor Dragão. Para isso deve enfrentar demônios e espíritos do folclore japonês através dos estágios que percorrem as antigas províncias japonesas.

Gameplay

Kenseiden é um jogo de plataforma que remete um pouco aos games da série Castlevania da Konami – obstáculos e inimigos que tentam te derrubar em buracos, cenários mais sinistros e inimigos com padrões de movimentação diversificados, exigindo estratégias diferentes para serem derrotados.

A movimentação é tão fluida quanto a dos melhores jogos desta plataforma. Não seria exagero dizer que a jogabilidade de Kenseiden é bastante fluida, desde que situada no contexto do Master System.

As fases, embora sejam de maneira geral curtas, oferecem bastante desafio. Cada pulo deve ser bem estudado antes de executado (sobretudo nas fases de cachoeira, onde uma infinidade de pedregulhos ficam caindo do céu, enquanto inimigos camuflados na água tentam te pegar de surpresa).

Os mestres, ainda que sejam poucos (6), podem ser bem chatinhos de matar, e o estudo dos seus padrões de movimentação é obrigatório para conseguir chegar ao fim do jogo. A cada mestre derrotado, Hayato ganha um novo poder, que varia desde pulo mais alto até variações dos golpes da Katana.

Ambientação

Diferentemente da maior parte de outros jogos da mesma época, Kenseiden é bastante sombrio, evitando muito cair em designs mais caricatos para inimigos e cenários. É possível ver referências claríssimas à cultura oriental em todos os cantos, seja pela arquitetura, seja pelos Budas gigantes e principalmente nos Bosses. Se Kenseiden não prima por riqueza de detalhes nos cenários, também não peca por poluição visual, trazendo informação desnecessária na tela.

As músicas, ainda que poucas, são todas muito boas. A temática oriental foi respeitada também nas canções do jogo, mescladas com uma game-music rápida e tensa, que dita o ritmo do jogo. Não se sinta mal se depois de jogar meia hora de Kenseiden você ficar com as músicas da primeira e segunda fases na cabeça.

Considerações Finais

Embora haja relativamente pouco o que se falar sobre Kenseiden, esse jogo merece muito ser relembrado – principalmente quando se estiver falando em Master System e, por quê não, retro-gaming de maneira geral. Ainda que a Sega nunca mais tenha tocado no universo de Kenseiden, não é incomum ver fãs de Master System reclamando a ausência de uma continuação para esse clássico da geração 8 bits.

Colocando os pés no chão, Kenseiden é um jogo que deve manter o apelo mais para quem o jogou na época do Master System que para alguém que o conheceu agora (diferente de jogos atemporais como Super Mario Bros. ou Sonic). Mas de qualquer forma é um jogo obrigatório para quem se interessa pela história dos games e o 8 bits da Sega.

Kenseiden é um jogo da Sega exclusivo para o Master System. Se você tem um abaixo assinado pedindo pra Sega fazer uma continuação de Kenseiden, me avisa que eu assino.

Streets of Rage – Briga de Rua

Algumas semanas atrás recebi o meu Sonic’s Ultimate Genesis Collection, uma coletânea com alguns dos principais clássicos do Genesis (ou Mega Drive, se você não estiver nos EUA) elaborados pela própria Sega. Dentre os clássicos, é possível destacar a coleção do Sonic (1,2,3, Spinball, 3d Blast e Knuckes), a coleção do Phantasy Star (do 1 ao 4) e a coletânea dos Streets of Rage (1,2 e 3).

Confesso que quando botei a mão no DVD saudosista, antes mesmo de ver quais os jogos estavam presentes ou quais eram os extras, a primeira reação foi procurar o Streets of Rage 1. E é incrível como esse jogo, mesmo 20 anos depois, continua tão gostoso de jogar.

Ambientação

Sreets of Rage é um jogo antigo, de uma época onde não precisávamos de muito motivo pra querer sair socando todo mundo. Em todo caso, a história do game conta a trajetória de três ex-policiais que abandonam a corporação e saem pra acabar com o crime nas ruas “na porrada”, desafiando a gangue do malvado Mr. X (clichê o suficiente?).

Gameplay


Streets of Rage ou Bare Knuckle, seu nome no japão, é um clássico Beat ‘em Up lançado em 1991 nos moldes de Final Fight, Double Dragon e tantos outros. Aliás, eu tenho pra mim que ele é uma cópia bem descarada do Final Fight, lançado em 1989, com alguns elementos de jogo (número de personagens, mecânica do jogo, armas que aparecem no chão, itens de cura) e design de personagens bem parecidos.

Porém, alguns elementos colocam, na minha opinião, o jogo da Sega à frente, principalmente no quesito “momento WTF!?!”. É praticamente impossível para um jogador iniciante no Streets of Rage não ter começado a sua experiência apertando o botão A do controle como seu primeiro “movimento”. Em praticamente qualquer jogo, o botão A daria um golpe normal… um pulo… talvez até um golpe especial, daqueles que sugam parte da energia do personagem. Mas não em Streets of Rage! Nesse jogo, o botão A aciona um “Striker” da maneira mais bizarra possível: um carro de polícia vem do nada e dispara um (ou vários, se você for o player 2) tiro de bazuca que atinge todos os inimigos da tela, sem direito a defesa.

Apesar de apelão, o movimento só pode ser acionado uma vez por “vida”, a menos que você encontre o raríssimo Power Up que permite um novo tiro.

Apresentação

Impecável. Streets of Rage possui gráficos num nível de detalhamento correto para a plataforma que foi desenvolvido, nem mais, nem menos. Os cenários representam bem as ruas de uma cidade grande, com direito a neon, calçadas e paredes quebradas, luzes coloridas ao fundo e até praias sujas.

Os modelos dos personagens, se não são muito originais, ao menos são feitos com bastante cuidado.  Seguem aquele padrão clássico dos beat ‘em ups clássicos: meia dúzia de modelos, coloridos de forma diferente indicando maior ou menor força/dificuldade.

E o som… Digamos que na minha coleção de MP3 nunca pode faltar ao menos uma das músicas presentes no jogo, geralmente a versão original de Fighting in the Streets, da primeira fase do jogo. Recentemente tenho escutado bastante um medley de Go Straight (Streets of Rage 2) e Moon Beach (Streets of Rage 1) remixado pelo Eric Fraga (faça um favor a si mesmo e conheça o trabalho do cara aqui).

A trilha sonora foi criada por Yuzo Koshiro (que recentemente andou trabalhando em alguns RPGs para Nintendo DS como Etrian Odyssey 3, e 7th Dragon) remete àquele dance frenético do começo dos anos 90, flertando também com o jazz e o lounge em alguns momentos. São músicas que, depois de você ouvir por alguns minutos, já estará inevitavelmente as cantarolando. Papo sério.

A única falha, na minha opinião, são as vozes. E isso nem é tanto culpa dos desenvolvedores de Streets of Rage, e sim da plataforma, já que a parte de som digitalizado no Mega Drive sempre foi bem fraquinha. Mas depois de algum tempo jogando você se acostuma e nem nota mais os gritos de gato-robô das mulheres do jogo.

Considerações Finais

Streets of Rage é um daqueles poucos jogos que passam pela regra dos 15 anos. Beat ‘em up puro e simples, se esquemas de avanço de nível, sem combos complicados, mas ainda assim um excelente jogo. Os gráficos são bem competentes, tanto que conseguem não ficar grotescos até hoje, e as músicas são todas espetaculares e viciantes.

Se houver a possibilidade de jogar com um amigo, jogue. O jogo possui um final (ruim) alternativo só disponível para o modo de dois jogadores, se antes da batalha final um dos jogadores decidir aliar-se ao Sr. X. As novas versões (PS3 e XBOX 360) presentes na coletânea da Sega permitem a jogatina online, mas recomendo que seja jogado na sala de casa, de preferência tomando aquele refri e comendo o seu salgadinho da Elma Chips predileto.

Enfim, jogo recomendadíssimo sempre e garanto que daqui uns 10 anos ainda vou estar falando dele.

Edit (15,mar 2011): O jogo também está disponível desde janeiro de 2011 para PC. Uma das formas de comprá-lo é pelo Steam, ou individualmente ou no pacote Sega Mega Drive Classics 4, junto com alguns outros clássicos como Streets of Rage 2 e Shining Force. Para quem acha errado usar emuladores está aí uma excelente oportunidade de reviver esse clássico.

Streets of Rage é nativo do Mega Drive, mas pode ser encontrado em diversas outras plataformas, desde “demakes” para Game Gear e Master System – não recomendados – até ports mais fiéis para Sega CD, XBOX 360, PS3 e PC Windows e iOS (iPhone, iPod e iPad)


Tetris PSN – Reinventando o Quadrado

O mais clássico de todos os Puzzles do mundo dos videogames, o aclamado Tetris do russo Alexey Pajitnov, acaba de ganhar uma nova versão, desta vez exclusiva para Playstation 3 e desenvolvida por ninguém menos que a gigante Electronic Arts. Mas o quê uma nova versão de Tetris pode agregar além do clássico formato “desligue seu cérebro e forme linhas enquanto peças caem do céu indefinidamente”?

Tetris é um game que já ganhou inúmeras versões desde a sua primeira iteração, nos idos de 1984 – PC, NES, GameBoy, Nintendo 64, XBox 360, Celular, Nintendo DS, enfim, até em calculadoras gráficas é possível ver o clássico puzzle rodando.  Confesso que desde que joguei a versão de NDS duvidava que alguém conseguisse inserir inovações no Tetris de forma que não soassem ridículas ou absurdas demais. E eis que eu fui surpreendido com essa versão para PS3.

Apresentação

A primeira impressão causada pelo Tetris de PS3 é a de um visual sóbrio e moderno, sem cair no “chato”. Isso destoa bastante principalmente das versões “Nintendo“, sempre com temáticas alegres e bem coloridas – mais “Family Friendly“. As cores, mais puxadas para o preto e azul, e os efeitos de ondulação no fundo – similares ao tema original do PS3 – reforçam bem que você está em um ambiente Sonysta. O cenário do jogo acompanha a sobriedade, com um ambiente bem escuro onde as peças coloridas se destacam.

No que diz respeito à trilha sonora, ela segue bem a linha que os puzzles mais modernos têm adotado, com variações techno das trilhas sonoras clássicas do Tetris de PC e NES. Nesse ponto vou deixar meu lado chato e “retrô” falar mais alto e comentar que senti falta de uma opção de poder deixar rolando a versão chiptune das músicas. Logo que você começa o jogo, a trilha original começa a tocar, para poucos segundos depois ser substituída por uma das novas variações (Variants).

Jogabilidade

Tetris é Tetris em qualquer lugar, se você está lendo isso até aqui sabe bem como Tetris funciona. Mas enfim, além do modo clássico de pedras caindo do céu infinitamente, o Tetris de PS3 possui modos interessantes e desafiadores de jogo, alguns deles já vistos em outras versões:

  • Treadmill (esteira) – Nesse modo, a cada peça nova que surge, as peças já existentes andam uma posição para a direita.
  • Gravity (gravidade) – Conceito interessante, aplicado também em outros modos de jogo. Quando você quebra uma peça e sobra pedaços dela, estes pedaços caem ao invés de ficarem magicamente flutuando.
  • Flood (enchente) Linhas incompletas vão subindo de tempos em tempos, aumentando a dificuldade do jogo. Aplica o conceito de gravidade.
  • Ledges (saliências) – Neste modo, não há “chão”. Algumas pedras no meio da Matrix servirão de apoio para que você consiga formar as linhas.
  • Laser Um laser vai descendo conforme a peça cai e o seu objetivo é se manter abaixo deste laser.
  • Magnetic (Magnético) – Modo bem interessante, onde as laterais da matriz possuem campos magnéticos diferenciados por vermelho e azul. As peças que caem são todas vermelhas e azuis e são atraídas ou repelidas por estes campos.
  • Scanner – De tempos em tempos uma espécie de scanner varre a tela. As peças só são destruídas no momento em que o scanner passar, independente de estarem formando uma linha completa.
  • Split (dividido)A Matrix é dividida em duas partes alternando a parte acessível a cada peça que cai.
  • Chill (frio) – De tempos em tempos a Matrix congela as peças em três níveis diferentes de “congelamento”. As peças só são destruídas se não estiverem congeladas. Para remover um nível de congelamento, basta formar uma linha.
  • Flashlight (lanterna) – A Matrix fica escura, só ficando visível a área sob a peça que está caindo.
  • Radical – Modo insanamente rápido e difícil.

Existe também o modo Challenge, onde o objetivo é superar o desempenho de outro jogador (ou o seu próprio), exibindo à direita um replay desta partida.

Multiplayer

As Variants são bem interessantes, mas talvez a parte mais divertida deste novo Tetris seja jogar online para desafiar seus amigos e desconhecidos. Além de jogar as Variants em multiplayer offline, alguns modos estão disponíveis para o multiplayer online:

  • Timed Battle e Battle – O modo Batalha de Tetris, onde as suas peças eliminadas servem para atrapalhar a vida dos seus adversários (até 6 jogadores!)
  • Shared – Se tem modo battle, por quê não fazer um modo co-op? Você e seu parceiro devem trabalhar em equipe para destruir as linhas compartilhando as duas colunas centrais da Matrix.
  • Team Battle Um Battle onde você e mais um amigo devem destruir a dupla adversária.

Impressões Finais

O Tetris para PS3 mantém  muito do clássico adorado por todos (ou pelo menos por muitos), com um visual de muito bom-gosto. As Variants trazem desafios interessantes e as Battles online são absurdamente viciantes, do nível “só mais uma partida, só mais uma partida” e, quando você vai ver, já são quase duas da manhã. Altamente recomendado, excelente custo/benefício.

Tetris é exclusivo para PS3 e está disponível na forma de Download na PSN Americana por US$9,99 (no ato da publicação deste post).