[Fênix Down] Castlevania: The Dracula X Chronicles

“Olá a todos!”, como diria o amigo DiegoGC do blog Fênix Down.

Fiz uma nova participação neste blog de games do qual eu já havia participado anteriormente, desta vez na coluna Tô Jogando, falando sobre Castlevania: Dracula X Chronicles de PSP.

Segue o link.

Espero que vocês curtam!

*Agradecimento a toda equipe do Fênix Down, em especial ao Kazz, responsável pela coluna, que colocou imagens e deu uma revisada no texto

Streets of Rage – Briga de Rua

Algumas semanas atrás recebi o meu Sonic’s Ultimate Genesis Collection, uma coletânea com alguns dos principais clássicos do Genesis (ou Mega Drive, se você não estiver nos EUA) elaborados pela própria Sega. Dentre os clássicos, é possível destacar a coleção do Sonic (1,2,3, Spinball, 3d Blast e Knuckes), a coleção do Phantasy Star (do 1 ao 4) e a coletânea dos Streets of Rage (1,2 e 3).

Confesso que quando botei a mão no DVD saudosista, antes mesmo de ver quais os jogos estavam presentes ou quais eram os extras, a primeira reação foi procurar o Streets of Rage 1. E é incrível como esse jogo, mesmo 20 anos depois, continua tão gostoso de jogar.

Ambientação

Sreets of Rage é um jogo antigo, de uma época onde não precisávamos de muito motivo pra querer sair socando todo mundo. Em todo caso, a história do game conta a trajetória de três ex-policiais que abandonam a corporação e saem pra acabar com o crime nas ruas “na porrada”, desafiando a gangue do malvado Mr. X (clichê o suficiente?).

Gameplay


Streets of Rage ou Bare Knuckle, seu nome no japão, é um clássico Beat ‘em Up lançado em 1991 nos moldes de Final Fight, Double Dragon e tantos outros. Aliás, eu tenho pra mim que ele é uma cópia bem descarada do Final Fight, lançado em 1989, com alguns elementos de jogo (número de personagens, mecânica do jogo, armas que aparecem no chão, itens de cura) e design de personagens bem parecidos.

Porém, alguns elementos colocam, na minha opinião, o jogo da Sega à frente, principalmente no quesito “momento WTF!?!”. É praticamente impossível para um jogador iniciante no Streets of Rage não ter começado a sua experiência apertando o botão A do controle como seu primeiro “movimento”. Em praticamente qualquer jogo, o botão A daria um golpe normal… um pulo… talvez até um golpe especial, daqueles que sugam parte da energia do personagem. Mas não em Streets of Rage! Nesse jogo, o botão A aciona um “Striker” da maneira mais bizarra possível: um carro de polícia vem do nada e dispara um (ou vários, se você for o player 2) tiro de bazuca que atinge todos os inimigos da tela, sem direito a defesa.

Apesar de apelão, o movimento só pode ser acionado uma vez por “vida”, a menos que você encontre o raríssimo Power Up que permite um novo tiro.

Apresentação

Impecável. Streets of Rage possui gráficos num nível de detalhamento correto para a plataforma que foi desenvolvido, nem mais, nem menos. Os cenários representam bem as ruas de uma cidade grande, com direito a neon, calçadas e paredes quebradas, luzes coloridas ao fundo e até praias sujas.

Os modelos dos personagens, se não são muito originais, ao menos são feitos com bastante cuidado.  Seguem aquele padrão clássico dos beat ‘em ups clássicos: meia dúzia de modelos, coloridos de forma diferente indicando maior ou menor força/dificuldade.

E o som… Digamos que na minha coleção de MP3 nunca pode faltar ao menos uma das músicas presentes no jogo, geralmente a versão original de Fighting in the Streets, da primeira fase do jogo. Recentemente tenho escutado bastante um medley de Go Straight (Streets of Rage 2) e Moon Beach (Streets of Rage 1) remixado pelo Eric Fraga (faça um favor a si mesmo e conheça o trabalho do cara aqui).

A trilha sonora foi criada por Yuzo Koshiro (que recentemente andou trabalhando em alguns RPGs para Nintendo DS como Etrian Odyssey 3, e 7th Dragon) remete àquele dance frenético do começo dos anos 90, flertando também com o jazz e o lounge em alguns momentos. São músicas que, depois de você ouvir por alguns minutos, já estará inevitavelmente as cantarolando. Papo sério.

A única falha, na minha opinião, são as vozes. E isso nem é tanto culpa dos desenvolvedores de Streets of Rage, e sim da plataforma, já que a parte de som digitalizado no Mega Drive sempre foi bem fraquinha. Mas depois de algum tempo jogando você se acostuma e nem nota mais os gritos de gato-robô das mulheres do jogo.

Considerações Finais

Streets of Rage é um daqueles poucos jogos que passam pela regra dos 15 anos. Beat ‘em up puro e simples, se esquemas de avanço de nível, sem combos complicados, mas ainda assim um excelente jogo. Os gráficos são bem competentes, tanto que conseguem não ficar grotescos até hoje, e as músicas são todas espetaculares e viciantes.

Se houver a possibilidade de jogar com um amigo, jogue. O jogo possui um final (ruim) alternativo só disponível para o modo de dois jogadores, se antes da batalha final um dos jogadores decidir aliar-se ao Sr. X. As novas versões (PS3 e XBOX 360) presentes na coletânea da Sega permitem a jogatina online, mas recomendo que seja jogado na sala de casa, de preferência tomando aquele refri e comendo o seu salgadinho da Elma Chips predileto.

Enfim, jogo recomendadíssimo sempre e garanto que daqui uns 10 anos ainda vou estar falando dele.

Edit (15,mar 2011): O jogo também está disponível desde janeiro de 2011 para PC. Uma das formas de comprá-lo é pelo Steam, ou individualmente ou no pacote Sega Mega Drive Classics 4, junto com alguns outros clássicos como Streets of Rage 2 e Shining Force. Para quem acha errado usar emuladores está aí uma excelente oportunidade de reviver esse clássico.

Streets of Rage é nativo do Mega Drive, mas pode ser encontrado em diversas outras plataformas, desde “demakes” para Game Gear e Master System – não recomendados – até ports mais fiéis para Sega CD, XBOX 360, PS3 e PC Windows e iOS (iPhone, iPod e iPad)


Tetris PSN – Reinventando o Quadrado

O mais clássico de todos os Puzzles do mundo dos videogames, o aclamado Tetris do russo Alexey Pajitnov, acaba de ganhar uma nova versão, desta vez exclusiva para Playstation 3 e desenvolvida por ninguém menos que a gigante Electronic Arts. Mas o quê uma nova versão de Tetris pode agregar além do clássico formato “desligue seu cérebro e forme linhas enquanto peças caem do céu indefinidamente”?

Tetris é um game que já ganhou inúmeras versões desde a sua primeira iteração, nos idos de 1984 – PC, NES, GameBoy, Nintendo 64, XBox 360, Celular, Nintendo DS, enfim, até em calculadoras gráficas é possível ver o clássico puzzle rodando.  Confesso que desde que joguei a versão de NDS duvidava que alguém conseguisse inserir inovações no Tetris de forma que não soassem ridículas ou absurdas demais. E eis que eu fui surpreendido com essa versão para PS3.

Apresentação

A primeira impressão causada pelo Tetris de PS3 é a de um visual sóbrio e moderno, sem cair no “chato”. Isso destoa bastante principalmente das versões “Nintendo“, sempre com temáticas alegres e bem coloridas – mais “Family Friendly“. As cores, mais puxadas para o preto e azul, e os efeitos de ondulação no fundo – similares ao tema original do PS3 – reforçam bem que você está em um ambiente Sonysta. O cenário do jogo acompanha a sobriedade, com um ambiente bem escuro onde as peças coloridas se destacam.

No que diz respeito à trilha sonora, ela segue bem a linha que os puzzles mais modernos têm adotado, com variações techno das trilhas sonoras clássicas do Tetris de PC e NES. Nesse ponto vou deixar meu lado chato e “retrô” falar mais alto e comentar que senti falta de uma opção de poder deixar rolando a versão chiptune das músicas. Logo que você começa o jogo, a trilha original começa a tocar, para poucos segundos depois ser substituída por uma das novas variações (Variants).

Jogabilidade

Tetris é Tetris em qualquer lugar, se você está lendo isso até aqui sabe bem como Tetris funciona. Mas enfim, além do modo clássico de pedras caindo do céu infinitamente, o Tetris de PS3 possui modos interessantes e desafiadores de jogo, alguns deles já vistos em outras versões:

  • Treadmill (esteira) – Nesse modo, a cada peça nova que surge, as peças já existentes andam uma posição para a direita.
  • Gravity (gravidade) – Conceito interessante, aplicado também em outros modos de jogo. Quando você quebra uma peça e sobra pedaços dela, estes pedaços caem ao invés de ficarem magicamente flutuando.
  • Flood (enchente) Linhas incompletas vão subindo de tempos em tempos, aumentando a dificuldade do jogo. Aplica o conceito de gravidade.
  • Ledges (saliências) – Neste modo, não há “chão”. Algumas pedras no meio da Matrix servirão de apoio para que você consiga formar as linhas.
  • Laser Um laser vai descendo conforme a peça cai e o seu objetivo é se manter abaixo deste laser.
  • Magnetic (Magnético) – Modo bem interessante, onde as laterais da matriz possuem campos magnéticos diferenciados por vermelho e azul. As peças que caem são todas vermelhas e azuis e são atraídas ou repelidas por estes campos.
  • Scanner – De tempos em tempos uma espécie de scanner varre a tela. As peças só são destruídas no momento em que o scanner passar, independente de estarem formando uma linha completa.
  • Split (dividido)A Matrix é dividida em duas partes alternando a parte acessível a cada peça que cai.
  • Chill (frio) – De tempos em tempos a Matrix congela as peças em três níveis diferentes de “congelamento”. As peças só são destruídas se não estiverem congeladas. Para remover um nível de congelamento, basta formar uma linha.
  • Flashlight (lanterna) – A Matrix fica escura, só ficando visível a área sob a peça que está caindo.
  • Radical – Modo insanamente rápido e difícil.

Existe também o modo Challenge, onde o objetivo é superar o desempenho de outro jogador (ou o seu próprio), exibindo à direita um replay desta partida.

Multiplayer

As Variants são bem interessantes, mas talvez a parte mais divertida deste novo Tetris seja jogar online para desafiar seus amigos e desconhecidos. Além de jogar as Variants em multiplayer offline, alguns modos estão disponíveis para o multiplayer online:

  • Timed Battle e Battle – O modo Batalha de Tetris, onde as suas peças eliminadas servem para atrapalhar a vida dos seus adversários (até 6 jogadores!)
  • Shared – Se tem modo battle, por quê não fazer um modo co-op? Você e seu parceiro devem trabalhar em equipe para destruir as linhas compartilhando as duas colunas centrais da Matrix.
  • Team Battle Um Battle onde você e mais um amigo devem destruir a dupla adversária.

Impressões Finais

O Tetris para PS3 mantém  muito do clássico adorado por todos (ou pelo menos por muitos), com um visual de muito bom-gosto. As Variants trazem desafios interessantes e as Battles online são absurdamente viciantes, do nível “só mais uma partida, só mais uma partida” e, quando você vai ver, já são quase duas da manhã. Altamente recomendado, excelente custo/benefício.

Tetris é exclusivo para PS3 e está disponível na forma de Download na PSN Americana por US$9,99 (no ato da publicação deste post).