Lost Odyssey – Mais Final Fantasy que o próprio

Kaim, o imortal protagonista do jogo

Em 2009, quando eu decidi comprar meu XBOX 360, uma das primeiras preocupações que me veio a cabeça foi “Quais RPGs cássicos (jRPG ou Turn-Based-RPG, o que você achar melhor) eu posso encontrar neste novo sistema?”. Para a minha tristeza, a resposta era “Muito poucos”. De fato, poucos videogames possuem tantos jRPGs quanto o Super NES e o DS. No entanto, todas as fontes que eu procurava um jogo nesse estilo me indicavam um título: Lost Odyssey (2007).

Não era para menos – o jogo da novata Mistwalker em conjunto com a própria Microsoft Game Studios conta com ninguém mais ninguém menos que Hironobu Sakaguchi, criador dos dez (10!!!) primeiros jogos da mais lucrativa franquia de RPGs do mundo dos games (Final Fantasy) e o gênio Nobuo Uematsu, compositor da trilha sonora destes mesmos Final Fantasies. Fora isso, o jogo conta também com os trabalhos de Takehiko Inoue, o mangaká responsável por “Vagabond” e “Slam Dunk” , no design de personagens. Em uma época negra onde eu só comprava jogos piratas, achei motivo o suficiente para comprar meu primeiro jogo de XBOX 360 original. Usado… 😛

Ambientação

Lost Odyssey conta a jornada de Kaim Argonar, um imortal que pouco lembra do seu passado, em busca de suas memórias perdidas. A caixa do jogo bem define o personagem com a frase “Um homem sem passado luta por um mundo sem futuro”.

No mundo de Lost Odyssey a magia é algo bastante presente e que evoluiu junto com a tecnologia, sendo utilizada como “combustível” para meios de transporte, iluminação e até mesmo máquinas de guerra, como tanques e robôs. Essa evolução da tecnologia a base de magia fez com que o reino de Uhra começasse a desenvolver armas mágicas de destruição em massa, aumentando a tensão entre ela e o reino vizinho de Khent. A construção de Grand Staff, um gigantesco motor-mágico, por Uhra acaba por aumentar ainda mais as tensões entre os reinos irmãos.

A trama toda começa no que seria a batalha decisiva na guerra entre Uhra e Khent, onde os dois exércitos são dizimados por um meteoro gigante que atinge o campo de batalha, deixando apenas Kaim vivo. Kaim junta forças com a pirata imortal Seth e o mago-pilantra-safado-mortal Jansen para investigar o Grand Staff e, quem sabe, descobrir um pouco mais sobre o seu passado.

Em sua jornada, Kaim e seus amigos encontrarão pessoas que fizeram parte de sua vida, familiares e, é claro, inimigos mortais, como o general Kakanas e o mago/conselheiro Gongora.

Um outro ponto que vale a pena salientar é que em algumas situações específicas do game, Kaim encontra elementos que o faz lembrar de situações pelas quais passou ao longo de seus 1000 anos. Essas histórias são apresentadas em forma de texto na tela, acompanhadas de músicas cuidadosamente realizadas, trazendo uma carga emocional bastante intensa durante sua leitura. É algo que acredito que muitos jogadores simplesmente “pulam”, mas que vale muito a pena se conferir, pois geralmente são lições de vida muito proveitosas, no melhor estilo de “sábio oriental”.

Gameplay

Como mencionado no começo deste post,  Lost Odyssey é um jRPG clássico, onde o jogador explora cidades, castelos, labirintos e cavernas para alcançar seus objetivos. É necessário estar sempre conversando com as pessoas nas cidades para se obter informações importantes sobre os próximos passos a seguir, explorar sempre cada canto do mapa para encontrar itens secretos e aquele farming básico (ficar algum tempo matando monstros num mesmo lugar para avançar o nível dos personagens) é extremamente necessário.

Aliás, falando em evoluir os personagens, Lost Odyssey tem uma mecânica bem interessante para diferenciar o gameplay dos persnagens mortais e imortais:

  • Os imortais
    • Quando atingem “0” pontos de vida, ao invés de morrer, apenas desmaiam por 1 turno, para em seguida acordar com alguns poucos pontos de vida.
    • Podem trocar as suas habilidades especiais de acordo com a configuração que o jogador achar conveniente, possuindo um certo número de habilidades por vez (que pode ser expandido ao longo do jogo)
    • Não aprendem novas habilidades sozinhos. Precisam ou estar usando um artefato mágico ou estar “observando” um personagem mortal da equipe.
  • já os mortais
    • Quando atingem 0 pontos de vida precisam ser ressuscitados ou com magia ou com itens
    • Têm as habilidades fixas, ou seja, não podem trocar as habilidades. No entanto, os mortais terão sempre todas as suas habilidades ativas, não precisando se preocupar em disponibilizar mais slots para configurá-las
    • Aprendem novas habilidades automaticamente, conforme avançam de nível.

Essas diferenças fazem com que seja necessário estar sempre com alguns personagens mortais no grupo, ainda que estes sejam mais frágeis que os imortais (via de regra).

As batalhas de Lost Odyssey seguem o formato clássico dos RPGs japoneses baseados em turno: o jogador escolhe os comandos de cada personagem e em seguida eles começam a atacar (e ser atacados) ordenadamente, de acordo com sua velocidade e a complexidade do golpe selecionado. O diferencial de Lost Odyssey são os anéis que podem ser equipados nos personagens. Cada anel garante ao personagem habilidades especiais aos seus ataques, como ataques elementais (fogo, vento, terra e água), veneno, dano mágico, dentre outros. A escolha do anel adequado para cada oponente é fundamental para vencer no jogo.

O jogo conta também com uma adição interessante ao sistema clássico turn-based, que é o Ring Action. No momento em que o personagem ataca, um anel aparece no centro da tela, e um anel maior vai se aproximando deste primeiro. O jogador deve deixar o gatilho direito pressionado até que os anéis se encontrem. Quanto mais próximos os dois anéis ficarem, maior a eficácia do ataque. Esse sistema, que aos olhos de alguns pode parecer uma bobagem,  traz uma interatividade maior nos combates em turnos, aumentando a influência do jogador num combate tipicamente automático.

Sistema de Anéis durante batalha de Lost Odyssey

O ponto negativo do sistema de combate é que toda luta demora uma eternidade para começar. A utilização de modelos bastante complexos para sua época (2007), possivelmente não tão otimizados como o que é feito hoje em dia, pode ser o maior culpado desta lentidão, que faz com que os combates levem alguns segundos para começar (isso se torna bastante chato quando se está em dungueons mais infestada de inimigos). Fora isso, a minha primeira impressão sobre o game foi que os inimigos se tornam muito difíceis em pouco tempo, exigindo que o jogador gaste algum tempo evoluindo seus personagens.

Apresentação

Lost Odyssey traz gráficos inacreditáveis, sobretudo quando se pensa em um jogo de 2007. Tanto os modelos de personagens quanto os dos monstros e dos cenários são feitos com o capricho característico da equipe que fez Final Fantasy, que desde o VI (de SNES) não pára de surpreender a cada jogo lançado.

Diferente da arte de Final Fantasy, que vai por um caminho mais de uma mescla entre as culturas ocidental e oriental, Lost Odyssey tem muito mais uma cara Oriental, bem japonesa mesmo. Talvez isso tenha trazido um carinho especial aos designers durante a produção deste game, com uma beleza tão única.

O jogo faz uso da conceituada Unreal Engine 3 (mecanismo presente em jogos como Gears of War e Batman:Arkham Asylum) , que roda muito bem no XBOX 360 e proporciona movimentações bastante realistas dos personagens.

Talvez o único ponto negativo, graficamente falando, seja as expressões faciais dos personagens, por muitas vezes bastante forçadas e não realistas. Mas não chega a ser algo que realmente incomode.

A trilha sonora é igualmente grandiosa, trazendo um pouco menos aquela pegada clássica de melodias “grudentas” (no bom sentido) de Final Fantasy e indo mais para algo que se mescla muito bem com o cenário, criando uma combinação que aumenta em muito a imersão do jogador. Destaque especial para as músicas de batalha, essas sim ficam grudadas na cabeça (sobretudo pela duração e a frequencia dos combates neste jogo). Vale a pena ouvir a versão feita pelos Dual Dragons desta música, disponibilizada no site OCRemix (link no fim do post).

Considerações Finais

Para os nostálgicos fãs dos RPGs clássicos, Lost Odyssey é um jogo obrigatório – com certeza um dos melhores RPGs que joguei nessa geração. Até que a Square-Enix lançasse o (decepcionante para muitos) Final Fantasy XIII, Lost Odyssey era o sucessor moral da série. Para muitos Lost Odyssey é mais “Final Fantasy” que os próprios Final Fantasy lançados na época de seu lançamento em diante (XI, XII, XIII e XIV).

Os personagens , de maneira geral, não são tão carismáticos quanto os de alguns jogos clássicos da série Final Fantasy, mas o relacionamento interpessoal entre eles e a carga emocional do jogo consegue prender o jogador até o fim.

O sistema de batalha é divertido, sobretudo para os retrogamers masoquistas que curtem um grinding (mesma coisa que o farming, explicado anteriormente), onde tentar o máximo possível de anéis diferentes acaba se tornando uma missão pessoal para alguns.

Por fim, é um jogo que deve ser evitado por quem não gosta de jRPGs, principalmente pela lentidão durante as lutas que pode irritar os jogadores mais impacientes. O fato do jogo possuir 4 (!!!!) DVDs também intimida um  bocado.

Links

Lost Odyssey é um jogo exclusivo de XBOX 360 e que, infelizmente, não tem uma continuação.
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Fallout New Vegas – Mais do mesmo?

Confesso que Fallout: New Vegas foi o 2º jogo mais hypado pra mim em 2010 (atrás somente de Final Fantasy XIII, por razões históricas). Contava os meses para que ele saísse. Ficava chateado quando saía uma nota de adiamento. Imaginava o que viria na Collector’s Edition.

Enfim, notícias foram aparecendo. As primeiras fotos mostravam que os gráficos estavam apenas sensivelmente melhores que os de Fallout 3 – um jogo de 2008 que não tinha gráficos absurdamente incríveis mesmo pra sua época, (se comparado com games como Mass Effect e Assassins Creed que são de 2007). A engine Gamebryo também seria mantida, o que na minha opinião era algo parcialmente ruim. Joguei o Fallout 3 em 2009 no XBOX 360, já com os patches de correção aplicados. Assim, não me lembro de bugs além de uma ou outra travadinha, normal para um game que joguei por mais de 100 horas (sim, Fallout 3 foi um game que me consumiu a vida). Mas não é incomum encontrar relatos revoltados na Internet falando do quão frustrante eram alguns bugs, que chegavam a impedir que certas missões fossem cumpridas.

Eu comecei a ficar com medo, mas meu  hype ainda estava lá no alto.

Enfim, em outubro de 2010 a Bethesda lançou o jogo desenvolvido pela Obsidian. Dei uma sorte tremenda de um amigo estar nos Estados Unidos para me trazer a edição de colecionador, inclusive com uma etiquetinha de “Proibida a venda antes de 19 de outubro de 2010”. E mais: ele comprou na Gamestop, o que me rendeu itens exclusivos in-game (a saber, uma roupa, uma arma e um cantil ).

Acho que vale a pena registrar minha leve frustração com a edição de colecionador. Enquanto Fallout 3 vinha em uma lancheira metálica contendo um bobblehead do simpático Vault-Boy e um livro com a arte conceitual (além de um Blu Ray com o Making Of, também presente neste jogo), New Vegas acompanha um baralho com imagens dos personagens, 7 fichas de poker imitando as fichas usadas nos cassinos do jogo, uma ficha de platina do casino Lucky 68 (um dos mais importantes itens do jogo) e uma história em quadrinhos (mal desenhada, na minha opinião) em capa dura contando o prólogo do game. Não, não estou vendendo meu box, se é isso que você está pensando!

Game em mãos, vamos jogar!

Ambientação

Nisso não dá pra errar: Fallout sempre teve uma das melhores ambientações do mundo dos games. O mundo de Fallout trata de um futuro alternativo onde a energia nuclear avançou mais que a eletrônica, gerando um clima bem steampunk embora futurista, encontra-se televisões de tubo, computadores com monitor de fósforo verde, carros voadores que mantém o design dos antigos “rabos-de-peixe”. Neste mundo, uma grande guerra nuclear ocorreu no ano de 2077 entre Estados Unidos e China, destruindo completamente o planeta.

Fallout: New Vegas se passa em 2281 ( quatro anos após os eventos ocorridos em Fallout 3, ainda que o jogo não seja uma sequencia deste) na região do deserto Mojave, nas imediações do que hoje é Las Vegas. Seu personagem é um courrier que foi incumbido de transportar uma mercadoria muito valiosa para um dos “poderosos” do universo de Fallout: New Vegas, mas que não completa sua missão por ser sabotado por Benny (que é dublado por ninguém menos que Matthew Perry, o Chandler de Friends). O courrier é deixado para morrer no deserto, mas é salvo por um robô chamado Victor. A partir daí, a missão do jogador é investigar o que ocorreu, localizando o seu algoz e entendendo por quê a encomenda era tão importante.

No caminho, o jogador irá encontrar diversas facções, como a NCR (New California Republic, recorrente do Fallout 2) – um grupo militar que, embora esteja desorganizado, busca colocar ordem em Mojave (à sua maneira); a Legião de Caesar – um grupo de escravizadores impiedosos liderados pelo fanático Caesar; gangues tribais como os Great Khans e os Fiends; a Brotherhood of Steel ,um grupo de paladinos em busca do que sobrou da tecnologia do passado; dentre várias outras facções. E está na mão do jogador saber como ele vai agir – ajudando a NCR, ajudando o Caesar ou simplesmente fazendo as coisas por si só.

Outra coisa que vale a pena destacar no universo de Fallout é o humor negro/ácido da série. Situações inusitadas como ghouls (seres humanos que ficaram expostos demais à radiação, e agora parecem zumbis) querendo ir para o espaço ou uma garotinha que virou uma Super-Mutant e está atrás de seu robozinho de estimação, muitas vezes aliviam o clima de desgraça que acomete todo o povo que vive nesse futuro pós-apocalíptico tendo que revirar comida no lixo e tirar sua subsistência do meio dos escombros.

Gameplay

Fallout New Vegas joga bem parecido com o seu antecessor, Fallout 3. O jogo é um RPG de mundo aberto, com elementos de shooter FPS . O jogador pode optar por tratar o jogo como um jogo de tiro ou utilizar o V.A.T.S. (Vault-Tec Assisted Targeting System), onde é possível mirar em pontos específicos dos inimigos enquanto o combate é pausado.

Os menus e status do jogador são acionados através do seu Pip-boy 3000, um dispositivo acoplado ao braço que indica os níveis de radiação, a energia do jogador, seus ítens e seus objetivos, além de contar com mapas, rádio e uma útil lanterna.

O jogador tem um número imenso de lugares no mapa para visitar, cada um com características próprias – inimigos, visual, etc.

Como em outros jogos da série, conforme o personagem vai avançando de nível, vai ganhando pontos para gastar em habilidades como ciência, medicina, proficiência em armas, bater carteiras, dentre outras. Além disso, existem as perks, que dão habilidades diferentes, como visão noturna ou maior afinidade com o sexo oposto (garantindo mais opções para resolver certos problemas no jogo). Falando nisso, a possibilidade de resolver um mesmo problema de diversas maneiras em Fallout: New Vegas é algo incrível. Certas situações podem ser resolvidas com três ou quatro estratégias diferentes, desde simplesmente ignorar, passando por uma atitude mais diplomática, até mesmo resolver tudo na bala.

Em Fallout: New Vegas você pode contar com a ajuda de alguns companheiros, cada um com personalidade própria e um background diferente. Em relação ao Fallout 3, o sistema de companheiros está bem mais rico, sendo possível definir a estratégia de como eles vão se portar em combate de uma forma bem fácil e intuitiva.

Tudo isso faria de Fallout: New Vegas um jogo excelente, não fosse um pequeno problema: o jogo foi lançado às pressas repleto de bugs. Estou jogando a versão de PS3 e é praticamente impossível jogá-lo por mais de uma hora sem que o videogame trave. Ouvi falar que a versão de XBOX 360 é um pouco mais estável, mas essa informação também é um pouco controversa. Além dos travamentos “comuns”, há situações que travam a resolução de quests, como itens que ficam presos abaixo do solo e NPCs que não reagem da forma como deveriam (às vezes os NPCs ficam falando uma mesma frase indefinidamente, quando você sabe que ele deveria estar falando alguma outra coisa).

Apresentação

Como eu mencionei anteriormente, Fallout: New Vegas pouco evolui em relação ao 3. Na verdade, é nítida a impressão de que boa parte dos modelos do Fallout 3 foram reaproveitados, reforçando ainda mais a pergunta “como diabos eles conseguiram lançar um jogo com tantos bugs onde tão pouco de novo foi feito”.

Os gráficos de New Vegas, apesar de competentes na maior parte do tempo, sofrem com os bugs do jogo. Não é incomum algumas texturas não carregarem perfeitamente quando você chega perto delas (mantendo aquele aspecto de borrão que não foi carregado direito). Outro problema que ocorre é quando você está em situações em que há um número muito grande de personagem na tela – os frames por segundo caem drasticamente, tornando a experiência de jogo horrível nesses momentos.

A trilha sonora é muito bem feita, reunindo músicas clássicas dos anos 1940, mesclando bem com o visual retrô de boa parte das localizações. Minha única crítica à trilha sonora é que o jogo possui poucas músicas (não creio que chegue a 30 músicas “de rádio”), o que fica bem evidente em um jogo de mais de 40 horas. Também estão presentes músicas instrumentais “ambiente” dão o clima para os momentos mais tensos do jogo, com uma pegada que mistura os filmes Western com terror/suspense.

Considerações Finais

Fallout: New Vegas não é um game nota 10 – o reaproveitamento dos gráficos de Fallout 3 e a evolução muito sutil em dois anos tira a nota máxima dele. Também não é um game nota 8 – os bugs frustrantes, a continua necessidade de se reiniciar o videogame em certos momentos também tiram isso dele.

Por outro lado, não posso dar uma nota menor que 6 para esse jogo, já que ele consegue ser um jogo que consegue prender por mais de 60 horas – o trabalho de dublagem, o enredo, a trama, as possibilidades diferentes de se resolver determinados problemas,a ambientação, tudo isso conta pontos para Fallout: New Vegas. O mundo de New Vegas é bem rico e tenho certeza que deixei de falar de uns 10 ou 20 momentos sensacionais desse jogo por aqui.

Sendo assim, seria justo dar uma nota 7 para Fallout: New Vegas. É possível se divertir muito jogando, se você não se irritar ao ponto de tacar o controle do videogame na tela da sua TV.

Fallout: New Vegas foi jogado até praticamente o final (estou fazendo as últimas missões para um dos finais)  no Playstation 3. O jogo também está disponível para PC e XBOX 360, sendo que para o 360 há a expansão Dead Money, uma missão completamente nova com Achievements exclusivos.